Os casos de racismo judicializados em Mato Grosso do Sul quase dobraram em 2025, revelando um aumento alarmante na discriminação racial. Dados das Justiças Estadual e Federal mostram um salto de 52 para 106 processos até 20 de novembro, o maior volume desde o início do monitoramento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Painel de Monitoramento Justiça Racial do CNJ indica uma escalada contínua desde 2021. Os números saltaram de apenas cinco processos naquele ano para 26 em 2022 e 69 em 2023, culminando no expressivo aumento de 2025. A comparação com o ano anterior demonstra a gravidade da situação, com um aumento de mais de 100% nos casos registrados.
O cenário nacional também é preocupante. O Brasil acumula 13.487 processos criminais pendentes relacionados a racismo e crimes correlatos. Somente em 2025, foram abertos mais de 7 mil novos casos, superando significativamente os 4.205 registrados nos dez primeiros meses do ano anterior.
A disparidade racial também se reflete na composição do Judiciário. Apenas 26,82% dos profissionais do sistema de Justiça se autodeclaram negros em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, esse índice é ainda menor, atingindo 21,77%, o que representa 907 profissionais, dos quais apenas 123 ocupam cargos de chefia.
Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas eficazes e ações de conscientização para combater o racismo em todas as esferas da sociedade. “O aumento dos processos reflete, infelizmente, uma realidade persistente de discriminação racial que precisa ser enfrentada com rigor e seriedade”, comenta um especialista em direitos humanos. Acompanhe as principais notícias do estado através do canal do Campo Grande News e nas redes sociais.










