Lideranças históricas do partido se unem para reeleger Arilson Chiorato, enquanto Zeca Dirceu tenta romper hegemonia com apoio de Freitas
O PT do Paraná vive um racha às vésperas da eleição que vai definir o comando estadual do partido. De um lado, estão as principais lideranças petistas no estado, como Gleisi Hoffmann, Tadeu Veneri e Ana Júlia, em apoio à recondução do deputado estadual Arilson Chiorato à presidência da sigla. Do outro, o deputado federal Zeca Dirceu tenta romper a hegemonia do grupo com o apoio do também deputado estadual Renato Freitas.

A disputa acontece dentro do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido, cujo segundo turno está marcado para o próximo sábado (27). No primeiro turno, Zeca Dirceu saiu na frente, com 7.616 votos, forçando a realização de nova votação contra Chiorato.
O embate expõe uma divisão cada vez mais clara entre a direção tradicional do PT paranaense, ligada ao núcleo que comanda o partido desde o início dos anos 2000, e um grupo que defende mais espaço para as bases e para lideranças fora do eixo Curitiba-Londrina.
Renato Freitas, que recentemente declarou apoio público a Zeca Dirceu, afirma que o PT vive hoje um distanciamento perigoso da militância. ““Quando fui acusado de invadir a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Curitiba, tive que lutar sozinho contra a mentira. Contei com as pessoas da base, da quebrada, mas não com o comando do partido. A direção municipal, a estadual e a nacional me jogaram na fogueira. Preferiram acreditar no MBL a defender um de seus militantes que estava sendo atacado por lutar pela vida” disse Freitas.
Do outro lado, Arilson conta com o respaldo da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que atua diretamente na construção da chapa pela reeleição do aliado. Também estão com ele o deputado federal Tadeu Veneri e a deputada federal suplente Ana Júlia, além de dezenas de vereadores, prefeitos e dirigentes históricos da legenda.
Nos bastidores, aliados de Zeca Dirceu acusam a cúpula do partido de centralizar decisões e sufocar lideranças emergentes. Já os defensores de Arilson afirmam que o grupo de Zeca tenta se impor à força, sem respeitar as instâncias internas da sigla.
A definição da presidência estadual do PT terá impacto direto na organização do partido para as eleições de 2026. O presidente estadual é responsável por articular alianças, conduzir a montagem das chapas proporcionais e definir estratégias regionais. Quem vencer no sábado terá influência decisiva sobre os rumos da legenda no Paraná.
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