O cenário político sergipano ganha contornos de tensão com a postura do senador Alessandro Vieira, que parece trilhar um caminho de independência dentro da base governista. Suas recentes declarações e ações levantam questionamentos sobre sua lealdade ao grupo liderado pelo governador Fábio Mitidieri, especialmente em relação ao apoio a André Moura.
Fontes próximas indicam que Vieira estaria se distanciando da chapa majoritária, adotando uma estratégia que o isola e o coloca em rota de colisão com interesses estabelecidos. A recusa em apoiar o colega de chapa, mesmo após o aval do governador, expõe fissuras e fragilidades na coalizão governamental. A atitude do senador demonstra uma clara falta de coesão interna e levanta dúvidas sobre a solidez do projeto político em curso.
Analistas políticos questionam a real influência de Alessandro Vieira no eleitorado sergipano. Sua performance nas últimas eleições, tanto na disputa pelo governo quanto na campanha municipal em Aracaju, não demonstra o potencial de transferência de votos que justificaria sua pretensão de ditar os rumos da chapa majoritária. Em 2022, obteve apenas 10,88% dos votos, um resultado considerado inexpressivo.
A insistência em manter uma postura desafiadora pode ser interpretada como uma estratégia para justificar uma eventual candidatura à Câmara dos Deputados, um palco onde suas chances eleitorais seriam mais promissoras. Nos bastidores, comenta-se que André Moura e Rogério Carvalho seriam os nomes prioritários para compor a chapa, em razão de seus trânsitos e apoios em nível nacional, que poderiam impulsionar a campanha de Mitidieri.
Diante desse quadro, Alessandro Vieira se configura como um elemento de difícil manejo para o governador, um candidato que enfrenta resistências e cujo apoio não se traduz em votos significativos. Lideranças do interior já manifestaram sua oposição à inclusão do senador na chapa, tornando sua situação ainda mais delicada e incerta.
Fonte: http://infonet.com.br










