Quaquá volta atrás e decide não entrar na disputa pela presidência do PT

Com isso, presidência do PT deve ficar nas mãos Edinho Silva

Em menos de quinze dias, Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, mudou de ideia pelo menos duas vezes sobre concorrer à presidência do partido. Nesta segunda-feira (19) ele anunciou mais uma desistência, atribuindo a decisão a uma conversa com a ministra Gleisi Hoffmann (PT), e a um apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Washington Quaquá atribiu a desistência a uma conversa com Gleisi Hoffmann e um apelo do presidente Lula (Foto: Divulgação/ PT)

Quaquá já havia largado a corrida em 7 de maio, quando passou a articular o nome do líder sem-terra João Paulo Rodrigues para o comando do PT. Dias depois, entretanto, voltou a ventilar a própria candidatura — movimento que provocou ruído dentro da sigla e reabriu a disputa interna.

Agora, o prefeito diz que “bateu o martelo” após dialogar com Gleisi e ouvir Lula. Segundo ele, o presidente avaliou que o momento exige “unidade total” em torno do governo federal e da agenda do partido no Congresso, especialmente diante das votações de pautas econômicas. “Fiz nos últimos meses o debate do que acho ser fundamental para o PT e os melhores perfis para nos dirigir, mas já tinha dito ao próprio presidente Lula que acataria sua vontade, seja qual fosse”, escreveu Quaquá em uma redes social.

Apesar da nova desistência, o tabuleiro ainda tem quatro candidatos: o deputado federal Rui Falcão e os dirigentes petistas Valter Pomar e Romênio Pereira, além do favorito Edinho Silva, que é prefeito de Araraquara.

Aliados de Quaquá afirmam que ele seguirá como articulador, mas agora nos bastidores. A leitura é que a sigla precisa chegar unida às eleições nacional de 2026, quando pretende frear o bolsonarismo no Senado Federal e também reeleger Lula.

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