No Brasil de hoje, basta discordar do discurso oficial para virar alvo de linchamento moral. A mais nova vítima dessa patrulha é o apresentador Ratinho, atacado nas redes e por militantes após comentar a escolha da deputada Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara.

Ratinho fez o que sempre fez em décadas de televisão: falou de forma direta, sem filtro e sem medo de desagradar. Mesmo assim, bastou levantar um questionamento sobre a presidência da comissão para que a máquina da indignação instantânea fosse acionada.
De repente, opinião virou crime. Questionar virou transfobia. Discordar virou caso de polícia.
O curioso é que os mesmos que vivem pregando diversidade parecem ter enorme dificuldade em lidar com diversidade de pensamento. Querem pluralidade — desde que todos pensem exatamente igual.
Ratinho apenas verbalizou uma dúvida que muita gente comenta em casa, nas redes ou nas ruas. A diferença é que ele tem microfone, audiência e coragem para dizer em voz alta.
E é justamente isso que incomoda.
Porque, no fundo, o problema nunca foi a frase de Ratinho. O problema é que ele não se submete à cartilha da patrulha ideológica. E, para quem vive de cancelar quem pensa diferente, nada é mais perigoso do que alguém disposto a falar sem pedir licença.





