Partido contesta críticas e reforça posição contra auxílio federal ao banco estatal

PT rebate governadora Celina Leão após críticas à recusa do governo Lula em ajudar financeiramente o BRB, destacando a necessidade de transparência nas contas do banco.
O PT emitiu nota oficial reagindo às críticas da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), referentes à negativa do governo federal em participar da recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB). O partido ressaltou que a União não pode assumir riscos relacionados à instituição sem a divulgação de balanços auditados e atualizados. A troca de farpas entre as partes ganhou destaque após o presidente Lula chamar Celina de “cínica” em evento político em Ceilândia, ao rebater pedidos de apoio federal ao banco estatal.
O PT destacou que a própria governadora assinou um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) prevendo a solução do problema do BRB sem aval da União. Além disso, o partido contestou a interpretação da Procuradoria-Geral do DF, que alegou motivação política na recusa federal, afirmando que a posição do governo federal é conhecida e não depende de negociação política.
O partido apontou dois obstáculos para o envolvimento da União: a origem criminal do problema envolvendo as operações financeiras do banco e a deterioração da capacidade de pagamento do Distrito Federal. “Nenhuma das duas razões depende de conversa, disposição política ou simpatia pessoal”, afirmou o PT.
A legenda também ressaltou que o governo federal tem a responsabilidade de preservar os recursos públicos e não poderá assumir prejuízos sem conhecer integralmente as contas do banco. O BRB tem adiado a divulgação do balanço financeiro de 2025, que pode revelar a extensão do rombo gerado pelos negócios com o Banco Master. Estimativas da Polícia Federal apontam prejuízo de até R$ 17 bilhões, enquanto o Banco Central calcula em torno de R$ 11,4 bilhões, e o BRB trabalha com perdas diretas estimadas em R$ 8,8 bilhões.
Na última semana, Celina Leão afirmou que a recusa federal em ajudar o BRB configuraria um crime, posicionamento que o PT contestou, reforçando a necessidade de transparência e que o governo federal não liberará recursos sem acesso completo às contas do banco. “A conta de uma fraude não pode virar imposto para quem não teve nada a ver com ela”, concluiu o partido.
Fonte: gazetadopovo.com.br










