PT patina em busca do Senado

Prioridade dada por Lula revela dificuldade do partido em renovar lideranças e montar chapas competitivas

Ao pedir prioridade para as candidaturas ao Senado, Lula revela uma preocupação real. Mas o PT não tropeça por falta de tempo — tropeça por falta de nomes. A dificuldade em montar chapas competitivas para 2026 escancara um problema mais profundo: a ausência de renovação.

Os nomes colocados na mesa são sempre os mesmos. Rui Costa, Jaques Wagner, Humberto Costa, Gleisi Hoffmann, Alexandre Padilha, Fernando Haddad. Um carrossel conhecido, reciclado eleição após eleição, com pouco apelo fora do núcleo petista.

O partido que já foi celeiro de lideranças hoje gira em torno de um grupo restrito, incapaz de formar novos quadros ou ampliar sua base política nos estados. A aposta recai novamente no peso da máquina federal e na memória do eleitor — ativos cada vez mais incertos.

Se o Senado é prioridade, o PT precisa admitir o óbvio: o problema não é a disputa. É o elenco.