Em meio a uma profunda crise nacional, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, desembarca em Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (18) para um encontro crucial com o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja e deputados federais tucanos. O objetivo principal, segundo fontes internas, é discutir o futuro do partido e buscar estratégias para reverter o declínio. A reunião, solicitada por Perillo, acontece em um momento delicado, com o partido buscando alternativas para enfrentar a cláusula de barreira e a crescente perda de representatividade.
O encontro ocorre em um cenário de incertezas quanto às articulações nacionais. Embora o PSDB tenha retomado as negociações para uma federação com Republicanos e MDB, lideranças em Mato Grosso do Sul mostram ceticismo quanto à viabilidade da união. A tentativa de incorporar o Podemos, suspensa devido a divergências sobre a liderança da nova legenda, demonstra as dificuldades enfrentadas pelo partido em busca de unidade e fortalecimento.
A crise nacional se reflete nos números alarmantes do PSDB. No último pleito, a legenda perdeu quase metade das prefeituras conquistadas em 2020, um declínio de 48%. A perda de governadores também é um golpe duro: dos três eleitos em 2022, apenas Eduardo Riedel permanece no partido, após as filiações de Raquel Lyra (PE) e Eduardo Leite (RS) ao PSD.
Mato Grosso do Sul se destaca como o último bastião tucano, com o governo estadual, uma bancada federal representativa e a maioria das prefeituras. No entanto, mesmo este reduto enfrenta ameaças. Segundo fontes próximas, a saída de Reinaldo Azambuja é praticamente certa, e o próprio governador Eduardo Riedel estaria considerando deixar o PSDB. “O momento exige reflexão e diálogo aberto sobre o futuro do partido”, declarou um membro da cúpula tucana, sob condição de anonimato.
O futuro do PSDB, portanto, permanece incerto. A visita de Perillo a Mato Grosso do Sul pode ser decisiva para definir os rumos do partido, em meio a crises internas e a um cenário político cada vez mais polarizado. Resta saber se o ninho tucano conseguirá se reerguer e manter sua relevância no cenário nacional.





