Protestos no Irã se espalham por mais da metade das províncias em 2026

Movimento antigoverno cresce apesar da repressão, desafiando estabilidade do regime clerical

Protestos no Irã se espalham por mais da metade das províncias em 2026
Imagem de vídeo mostra polícia empregando gás lacrimogêneo contra manifestantes num baza de Teerã. Foto: UGC/AFP

Protestos no Irã se ampliam para mais de metade das províncias, refletindo insatisfação econômica e política e desafio crescente ao regime clerical em 2026.

Os protestos no Irã ganharam uma amplitude inédita em janeiro de 2026, espalhando-se por mais de 50 cidades e atingindo mais da metade das províncias do país. Inicialmente motivados por uma grave crise econômica, com a moeda nacional sofrendo desvalorização acentuada, os atos ganharam um tom explicitamente anti-regime, evidenciando um descontentamento que ultrapassa questões financeiras e desafia diretamente o governo clerical vigente desde a Revolução Islâmica de 1979.

Contexto dos protestos no Irã em 2026

Desde 28 de dezembro de 2025, manifestantes tomam as ruas de capitais provinciais e cidades tradicionalmente leais ao regime, como Qom e Mashhad, mostrando que o mal-estar atingiu a base de apoio do governo. Análises da BBC Verify e BBC Persa confirmam a veracidade de vídeos em mais de 50 localidades, evidenciando a intensidade da mobilização popular. A insatisfação é alimentada não só pela crise econômica, mas também pela percepção de corrupção e má gestão governamental, com protestos adotando gritos contra o líder supremo e o sistema político como um todo.

Principais eventos e repressão recente

28/12/2025: Início dos protestos em Teerã, após desvalorização da moeda iraniana.
30/12/2025: Manifestações na Universidade de Teerã com gritos contra o líder supremo.
03/01/2026: O aiatolá Ali Khamenei emite declaração exigindo repressão a “desordeiros”.
03/01/2026: Intensificação do uso da força pelas forças de segurança em diversas cidades.
Últimos dias: Confrontos violentos em províncias como Ilam e Fars, com relatos de mortes e feridos.

Especialistas alertam que a repressão rigorosa pode aprofundar o ressentimento da população e provocar desgaste nas forças de segurança, embora até o momento não haja sinais de deserção ou ruptura institucional significativa.

Impactos sociais e políticos

Ampliação dos protestos: Atos ocorrem em mais de 17 das 31 províncias, com relatos não confirmados em outras 11.
Mortes confirmadas: Pelo menos 11 manifestantes e 2 agentes de segurança mortos segundo verificações, com números possivelmente maiores.
Simbolismo político: Queima de estátuas do líder supremo e pedidos explícitos pela queda da República Islâmica.
Discurso opositor: Apoio a figuras exiladas e rejeição pública do regime clerical.

Serviço e segurança para quem acompanha os eventos

Atenção: A situação no Irã permanece volátil, com possibilidade de novas manifestações e repressões.
Veículos de comunicação: Informação oficial pode ser limitada; acompanhar fontes independentes e verificadas é recomendado.
Viagem: Recomendável evitar viagens não essenciais ao Irã devido à instabilidade social e risco de confrontos.

  • Comunicação: Manter contato com representações diplomáticas para atualizações e orientações.

Os protestos refletem uma crise multifacetada que coloca o regime diante de seu maior desafio desde a onda de manifestações de 2022. A situação segue em evolução, com impactos significativos para a estabilidade regional e para a compreensão do futuro político do Irã.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: UGC/AFP