Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares da oposição se reuniram em diversas cidades do Brasil neste domingo, 3 de setembro, para manifestar seu descontentamento com o governo atual. Os atos visam o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro também figura entre as principais reivindicações dos manifestantes.
A mobilização, que ganhou força através de convocações de lideranças como o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), busca pressionar o Congresso Nacional. Malafaia, um dos principais organizadores, enfatizou que a intenção é “marcar posição” contra o que classifica como “abusos” do Supremo e denunciar uma suposta perseguição política.
Embora o ex-presidente Bolsonaro não tenha comparecido presencialmente devido a restrições judiciais impostas por Moraes, seu apoio à causa é evidente. Diversos parlamentares, incluindo Michelle Bolsonaro (em Belém), Flávio Bolsonaro (no Rio) e outros, marcaram presença em atos por todo o país, demonstrando o alcance da mobilização.
As manifestações ocorrem em um momento de crescente tensão entre o governo e setores da oposição, especialmente após sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky. Tal medida foi interpretada por alguns parlamentares como um sinal para intensificar a pressão pelo impeachment do ministro.
A questão da anistia aos presos do 8 de janeiro também ganha destaque, com o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmando que será um tema central na retomada dos trabalhos legislativos. O Partido Novo, aliado do PL, também manifestou apoio aos protestos, criticando a suposta “aliança política” entre o STF e o governo Lula.










