Promotoria denuncia ex-professor por crimes sexuais contra dez mulheres no Rio Grande do Sul

Acusações incluem estupro, violência psicológica e cárcere privado entre 2013 e 2025

Promotoria denuncia ex-professor por crimes sexuais contra dez mulheres no Rio Grande do Sul
Fachada da Fundação Escola Superior do Ministério Público, onde o acusado lecionava.

A promotoria do RS denunciou o ex-professor Conrado Paulino da Rosa por crimes sexuais contra dez mulheres entre 2013 e 2025.

Contexto e detalhes da denúncia contra ex-professor no Rio Grande do Sul

A promotoria denuncia ex-professor por crimes sexuais que teriam ocorrido no Rio Grande do Sul entre 2013 e 2025. Conrado Paulino da Rosa, advogado e ex-docente da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), é acusado formalmente de estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado envolvendo dez mulheres. A investigação foi conduzida pela Polícia Civil e resultou em uma denúncia que abarca doze crimes distintos.

As vítimas e os relatos de abuso de confiança e violência física

Durante a apuração, 18 mulheres relataram experiências traumáticas com o ex-professor, descrevendo como ele criava um ambiente inicial de confiança que facilitava posteriormente os abusos. Os depoimentos incluem episódios de agressão física, como tapas no rosto e lesões, além de violência psicológica manifestada por comentários depreciativos sobre a vida profissional e aparência das vítimas. Após o término dos relacionamentos, houve denúncias de difamação com o objetivo de prejudicar essas mulheres social e profissionalmente.

Investigação, prisão e medidas judiciais aplicadas ao acusado

Conrado foi preso preventivamente em setembro de 2025, liberado em outubro para cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A delegada responsável pela investigação destacou o temor das vítimas e testemunhas em prestar depoimento devido ao receio de retaliações. Além disso, o ex-professor foi desligado do quadro docente da FMP e proibido de manter contato com as vítimas, com restrições específicas à sua circulação noturna.

Defesa do ex-professor e questionamentos sobre a investigação

A defesa de Conrado Paulino da Rosa contesta as acusações, afirmando que ainda não teve acesso completo ao conteúdo da denúncia. Em nota, a advogada Fernanda Osorio indicou possíveis irregularidades na investigação, como uma suposta convergência indevida entre parte interessada no processo e agentes da apuração, além de relatar restrições ao acesso de informações e vazamentos seletivos. A defesa também destacou que exames toxicológicos afastaram suspeitas relacionadas ao uso de substâncias facilitadoras de abuso.

Impactos e perspectivas do caso para o sistema de Justiça e proteção às vítimas

Este caso evidencia desafios no enfrentamento de crimes sexuais cometidos por pessoas em posições de poder, especialmente no meio acadêmico e jurídico. A denúncia do Ministério Público e as medidas cautelares aplicadas buscam garantir a proteção das vítimas enquanto o processo judicial avança. O episódio ressalta a importância de fortalecer os mecanismos de denúncia, proteção e investigação para garantir a efetividade da justiça e o respeito aos direitos das mulheres.

Fonte: www1.folha.uol.com.br