Professor de universidades de MS é preso no Paraná sob acusação de estupro de vulnerável

Um professor universitário de 44 anos, com atuação em duas instituições públicas de Mato Grosso do Sul, foi preso nesta sexta-feira (15) em Foz do Iguaçu, Paraná. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Predador Oculto, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga o crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas quatro anos. O suspeito, identificado pelas iniciais O.L.V., estava foragido após a denúncia.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido com o apoio do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes) da Polícia Civil do Paraná. Antes de fugir para o Paraná, o acusado lecionava na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e na Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), ambas com sede em Dourados, a 251 km de Campo Grande. A ação conjunta entre as polícias foi fundamental para a localização e captura do suspeito.

De acordo com as investigações, os pais da vítima flagraram o ato criminoso na residência do professor, que era vizinho da família. A polícia apurou que o professor atraiu a criança para sua casa, onde foi surpreendido cometendo o abuso. Além disso, os investigadores descobriram vídeos gravados pelo professor da criança em momentos anteriores ao crime, cujo conteúdo está sendo analisado para verificar a ocorrência de outros delitos.

“Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de preservar a ordem pública, bem como evitar a reiteração criminosa”, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do acusado, conforme informado em nota. Durante a operação, foram apreendidos um notebook e um celular na casa onde o professor estava escondido, materiais que serão periciados. O professor, que possui doutorado, está sendo recambiado para Dourados, onde permanecerá preso durante a investigação.

As investigações prosseguem para apurar a possível existência de outras vítimas. A Polícia Civil reforça a importância da denúncia de casos de abuso e exploração infantil, garantindo o anonimato dos denunciantes. A colaboração da sociedade é crucial para o combate a esse tipo de crime.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br