Mohammad Bagher Ghalibaf aponta bloqueio no Estreito de Ormuz como causa da inflação, minimizando medidas do Fed

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, afirmou que os aumentos dos juros pelo Federal Reserve não controlam a inflação, que estaria ligada ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira que os aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos não serão capazes de controlar a inflação. Segundo ele, a pressão inflacionária está vinculada a fatores de oferta, especialmente ao bloqueio do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de energia.
Em postagem na rede social X, Ghalibaf afirmou que “não se pode aplicar um ajuste de 25 pontos-base a um gargalo”, referindo-se ao prêmio de risco associado ao Estreito de Ormuz, que, segundo ele, foi definido pelo próprio Irã.
A declaração ocorreu pouco antes do Fed anunciar a elevação da taxa de juros para uma faixa entre 3,75% e 4% ao ano, em meio a dúvidas sobre a capacidade da inflação de continuar desacelerando sem novas medidas monetárias.
Além disso, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, major-general Mohsen Rezai, afirmou em reunião com o presidente da União Patriótica do Curdistão no Iraque, Bafel Talabani, que o país não possui “absolutamente nenhuma confiança nos Estados Unidos”, ressaltando que Washington deverá tomar ações concretas para restabelecer essa confiança.
Essas declarações destacam a tensão entre Irã e Estados Unidos em contexto de pressões econômicas e geopolíticas na região. O bloqueio ou a ameaça ao Estreito de Ormuz tem forte impacto no mercado global de energia, influenciando preços e, consequentemente, a inflação internacional.










