Destaque para as escritoras em duas categorias

O Prêmio São Paulo de Literatura 2025 revela sua lista de finalistas, com 8 mulheres entre os 10 indicados a melhor romance.
O Prêmio São Paulo de Literatura, um dos principais reconhecimentos literários do Brasil, divulgou nesta terça-feira a lista de dez finalistas em suas duas categorias, melhor romance e melhor romance de estreia. Entre os 20 indicados, 13 são mulheres.
Presença feminina nos finalistas
A presença feminina é bem mais preponderante na categoria de romancistas veteranas, em que há oito autoras —Adriana Lisboa, Ana Kiffer, Beatriz Bracher, Marcela Dantés, Mariana Salomão Carrara, Paula Fábrio, Silvana Tavano e Veronica Stigger— e dois autores —Marcelino Freire e Ronaldo Correia de Brito. Em contraste, a diversidade racial não está representada, já que todos os indicados são brancos. No ano passado, as vencedoras foram mulheres negras.
Paridade na categoria de estreantes
Entre os estreantes, a paridade de gênero é evidente, com cinco mulheres e cinco homens, incluindo indicados negros como Evandro Cruz Silva, que concorre com “O Embranquecimento”, e Caetano W. Galindo com “Lia”. Esta categoria também se destaca pela presença de editoras independentes, como a Patuá e a Reformatório.
Detalhes da premiação
O Prêmio São Paulo de Literatura é um dos mais prestigiosos do Brasil e oferece uma das maiores premiações, com R$ 200 mil para cada vencedor. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 24 de novembro, na biblioteca do parque Villa-Lobos, em São Paulo. Veja a lista completa de finalistas:
- “Os Grandes Carnívoros”, de Adriana Lisboa, editora Alfaguara
- “No Muro da Nossa Casa”, de Ana Kiffer, editora Bazar do Tempo
- “Guerra I – Ofensiva Paraguaia e Reação Aliada – Novembro de 1864 a Março de 1866”, de Beatriz Bracher, editora 34
- “Vento Vazio”, de Marcela Dantés, editora Companhia das Letras
- “Escalavra”, de Marcelino Freire, editora Record
- “A Árvore Mais Sozinha do Mundo”, de Mariana Salomão Carrara, editora Todavia
- “Casa de Família”, de Paula Fábrio, editora Companhia das Letras
- “Rio Sangue”, de Ronaldo Correia de Brito, editora Alfaguara
- “Ressuscitar Mamutes”, de Silvana Tavano, editora Autêntica Contemporânea
- “Krakatoa”, de Veronica Stigger, editora Todavia
- “Neca”, de Amara Moira, editora Companhia das Letras
- “Lia”, de Caetano W. Galindo, editora Companhia das Letras
- “Avenida Beberibe”, de Claudia Cavalcanti, editora Fósforo
- “O Embranquecimento”, de Evandro Cruz Silva, editora Patuá
- “Fora da Rota”, de Evelyn Blaut, editora Todavia
- “O que Resta a Partir Daqui”, de Flávia Braz, editora Aboio
- “A União das Coreias”, de Luiz Gustavo Medeiros, editora Reformatório
- “O Último dos Copistas”, de Marcílio França Castro, editora Companhia das Letras
- “A Infância de Joana”, de Mariana Ianelli, editora Maralto
- “As Fronteiras de Oline”, de Rafael Zoehler, editora Patuá.










