O legado de Chico Mendes, ícone da luta pela preservação da Amazônia, será reverenciado nesta quinta-feira (23) com a primeira edição do Prêmio Chico Vive, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. A iniciativa, idealizada pelo Estúdio Escarlate e pela Plataforma Chico Vive, visa reconhecer e impulsionar projetos socioambientais liderados por jovens de todo o país.
A premiação contemplará seis projetos vencedores, cada um representando um dos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Os ganhadores receberão um prêmio de R$ 50 mil, além de consultoria especializada da Plataforma Chico Vive e a integração a uma rede de ativistas. A cerimônia de anúncio dos vencedores será conduzida pelo ator Bruno Gagliasso e pela jornalista Aline Midlej.
Mais de 500 projetos foram inscritos, dos quais 18 foram selecionados como finalistas. Familiares de Chico Mendes, incluindo sua viúva Ilzamar Mendes e seus filhos Elenira, Sandino e Ângela Mendes, presidente do Comitê Chico Mendes, estarão presentes no evento, demonstrando a importância da continuidade desse legado.
Segundo Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate e idealizadora da premiação, a expectativa é que o prêmio traga visibilidade aos projetos e conecte a juventude ao legado de Chico Mendes. “Uma das principais lutas do Chico era pela mobilização da juventude”, ressalta Joana, evidenciando a relevância do engajamento dos jovens na causa ambiental.
A premiação busca fortalecer o trabalho de defensores da floresta, articuladores de impacto e líderes comunitários. Os projetos foram avaliados com base em critérios como continuidade das lutas históricas, coletividade, mobilização, resiliência, compromisso com a natureza e inovação. A diversidade dos projetos, com forte presença de iniciativas lideradas por pessoas negras e indígenas, reflete a realidade das ações em prol do meio ambiente no Brasil.
Entre os finalistas, destacam-se projetos como o “Filhos da Resistência”, na Amazônia, que promove o intercâmbio de saberes entre jovens das Reservas Chico Mendes e Cazumbá-Iracema; o “Meninos do Katendê”, no Cerrado, que utiliza o plantio de frutas nativas para incentivar a autonomia alimentar; e o “Meu Quintal Maior que o Mundo”, no Pantanal, uma startup socioambiental que combina produção orgânica, educação ambiental e restauração ecológica.
Para o cineasta Rafael Dragaud, diretor artístico da cerimônia, o prêmio representa um desafio de apresentar o legado de Chico Mendes às novas gerações como um “herói do futuro”. A cerimônia, descrita como um espetáculo sensorial, promete ser um espaço de encontro entre ativistas, artistas e líderes de comunidades tradicionais.










