Governos discutem primeiro contato por telefone antes de reunião presencial

O governo brasileiro avalia a possibilidade de um primeiro contato entre Lula e Trump por telefone antes de um encontro presencial em um terceiro país.
O governo brasileiro considera a possibilidade de um primeiro contato entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump por telefone, na tentativa de discutir a sobretaxa de 50% que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros. A avaliação inicial sugere que esse contato poderia ocorrer antes de uma reunião presencial, que ainda não tem data definida, mas que seria mais prática, evitando complicações de agendas.
Cautela nas negociações
Integrantes do governo federal têm pregado cautela nas tratativas para a reunião, ressaltando que visitas entre presidentes demandam meses de negociações. Além disso, a opção de se encontrar em um terceiro país também está sendo considerada. A possibilidade de um diálogo foi anunciada por Trump durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde ele mencionou que acertou uma conversa para a próxima semana, embora ainda não confirmada oficialmente.
Interações na ONU
Durante o evento, Trump e Lula tiveram um breve contato e o presidente americano comentou que havia sentido uma boa “química” entre eles. Lula, por sua vez, declarou que o que parecia impossível agora parece viável, reforçando seu otimismo em relação ao diálogo. Apesar da tensão nas relações entre os dois líderes desde a eleição de Trump, a diplomacia brasileira está trabalhando para facilitar esse contato.
Desafios nas relações
O histórico de idas e vindas de Trump e a desinformação que circulou sobre o Brasil, especialmente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, trazem desafios para a aproximação entre os líderes. No entanto, especialistas acreditam que as chances de um rechaço ao Brasil após o contato são mínimas, dada a postura moderada que o país tem adotado nas negociações com os Estados Unidos. Lula também reafirmou sua disposição para discutir temas de interesse comum, como regulamentação de grandes empresas de tecnologia e exploração de recursos naturais.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










