Ponte de Guaratuba reduz impacto e traz baleias ameaçadas de volta ao litoral


Espécie rara, baleia-de-Bryde reaparece na Baía de Guaratuba após uma década graças à diminuição do tráfego marítimo

Ponte de Guaratuba reduz impacto e traz baleias ameaçadas de volta ao litoral
Foto — Foto: LEC-UFPR

Após a inauguração da Ponte de Guaratuba, que substituiu o ferry-boat e reduziu o tráfego marítimo, a baleia-de-Bryde, espécie ameaçada, foi vista no litoral do Paraná pela primeira vez em dez anos.

Duas baleias-de-Bryde, espécie globalmente ameaçada de extinção, reapareceram no litoral do Paraná após cerca de dez anos sem registros, durante uma operação conjunta de monitoramento ambiental do Instituto Água e Terra (IAT) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Este retorno coincide com a recente inauguração da Ponte de Guaratuba, que substituiu a antiga travessia por ferry-boat, reduzindo drasticamente o tráfego marítimo na Baía de Guaratuba.

Ponte de Guaratuba e a recuperação ambiental

A ponte, inaugurada em maio, com extensão de 1,24 km, significou não apenas avanço em infraestrutura para o litoral paranaense, mas também uma redução significativa na poluição sonora e no despejo de resíduos na baía. Esses fatores são apontados pelos pesquisadores como decisivos para criar um ambiente mais favorável à fauna marinha sensível, como a baleia-de-Bryde.

Monitoramento confirma sinais positivos

O coordenador do setor de fauna do IAT no litoral, Rafael Galvão, ressalta que, embora sejam necessários mais estudos para confirmar a relação direta, o aparecimento da baleia-de-Bryde é um indicativo claro da recuperação ambiental da região. Além das duas baleias, a operação aérea registrou cerca de 60 animais marinhos, incluindo golfinhos, tartarugas e tubarões.

Impacto político e ambiental

A substituição do ferry-boat pela Ponte de Guaratuba representa um investimento estratégico que alia desenvolvimento regional e preservação ambiental, desafiando a velha lógica do progresso a qualquer custo. É um exemplo claro de que políticas públicas bem planejadas podem reduzir impactos ambientais e restaurar a biodiversidade ameaçada, especialmente em áreas sensíveis como o litoral paranaense.

Fonte: xvcuritiba.com.br


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