Wilson Alves de Menezes receberá 16 anos de prisão por homicídio e tentativa de homicídio

Policial foi condenado a 16 anos por matar mulher em Limeira; crime ocorreu em abril de 2024.
Wilson Alves de Menezes, um policial militar, foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por homicídio e tentativa de homicídio em Limeira, em um caso que gerou grande repercussão. O crime ocorreu em 29 de abril de 2024, quando Marizete Fernandes do Nascimento foi esfaqueada após uma discussão relacionada ao aluguel da chácara.
Contexto do crime
O crime aconteceu na Estrada Alcídia Scomparim, no Condomínio dos Tucanos, por volta das 17h52. Marizete foi até a propriedade para realizar serviços de limpeza, quando houve um desentendimento com o PM. Testemunhas relataram que o policial, em resposta a provocação, atacou as duas com uma faca e uma enxada, resultando na morte da proprietária e ferimentos na filha dela.
Julgamento e condenação
O júri popular reconheceu a materialidade e a autoria do homicídio, além de qualificadoras que aumentaram a pena, como o motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz considerou a ausência de antecedentes criminais e a violência empregada pelo réu ao determinar a pena. O réu está preso desde o dia do crime e sua defesa já anunciou que irá recorrer da decisão, alegando que Wilson agiu em legítima defesa.
Repercussão e defesa
O advogado do policial expressou condolências às famílias das vítimas, mas defendeu que a condenação é injusta e baseada em incoerências. Ele destacou que o réu tem um histórico exemplar na Polícia Militar, sendo um pai de três filhos pequenos. A defesa argumenta que Wilson foi provocado antes de agir, caracterizando o ato como uma reação a uma agressão.
O caso levanta questões sobre a violência e os conflitos em locações, além de provocar debates sobre a atuação de policiais em situações de crise. O novo desdobramento no caso deverá ser acompanhado nos próximos meses com o recurso da defesa.










