Estratégias e operações do DHPP envolvem fantasia, monitoramento e prisões para reduzir crimes durante a folia

Policiais disfarçados atuam no Carnaval de São Paulo para prender ladrões e proteger foliões com estratégias de monitoramento e fantasia.
A atuação dos policiais disfarçados no Carnaval de São Paulo
Os policiais disfarçados no Carnaval de São Paulo desempenham papel fundamental no combate aos furtos e roubos que ocorrem durante os blocos de rua. A estratégia, coordenada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), envolve agentes de diversas divisões que se voluntariam para atuar fantasiados. A presença destes profissionais visa tanto a captura de suspeitos já monitorados quanto a prevenção de crimes oportunistas, principalmente furtos de celulares e correntes de ouro, que são comuns na aglomeração dos foliões.
Estratégias e escolha das fantasias para garantir eficácia e mobilidade
Para que a ação seja efetiva, as fantasias usadas pelos policiais são escolhidas com consenso, garantindo conforto e mobilidade para que os agentes possam circular livremente e manter a visão adequada do ambiente. As roupas também acompanham uma linguagem simbólica e lúdica, como as fantasias de ET e caça-fantasmas, que além de representarem ícones culturais, fazem alusão ao trabalho de captura dos criminosos, que tentam desaparecer na multidão. Essa abordagem facilita a integração dos policiais à folia, passando despercebidos pelos suspeitos e pelo público em geral.
Processo após apreensão e atuação contra receptadores
Após a apreensão dos aparelhos furtados, o trabalho dos policiais continua com a identificação das vítimas para a devolução dos bens, realizada tanto no local do evento quanto posteriormente, caso haja boletim de ocorrência registrado. Além disso, o DHPP investiga os receptadores, que são fundamentais para o funcionamento da cadeia criminosa. Essa etapa é crucial para desarticular a rede que alimenta a ação dos ladrões nas ruas durante o Carnaval e ao longo do ano.
Desafios enfrentados pela polícia e atuação contra outras práticas criminosas
O combate não se limita aos furtos e roubos de celulares. A operação também mira ambulantes que utilizam métodos fraudulentos, como a troca rápida de cartões de crédito e débito, e vendedores de bebidas adulteradas ou sem procedência, que representam riscos à saúde pública. Embora os presos respondam em liberdade, a ação preventiva e repressiva diária, envolvendo cerca de 30 policiais, é vital para minimizar impactos negativos durante a folia.
Impacto dos esforços das forças policiais nos índices de criminalidade
Os dados da Secretaria de Segurança Pública indicam uma redução de 5,9% nos casos de celulares furtados ou roubados no estado de São Paulo em 2025, comparado a 2024. Essa queda, a menor desde 2017, é puxada pela diminuição nos roubos, embora os furtos tenham aumentado. A cidade de São Paulo concentra a maior parte dos casos, com uma média diária de 442 aparelhos subtraídos. A presença e atuação dos policiais disfarçados no Carnaval refletem um esforço coordenado para manter essa tendência de redução e garantir maior segurança aos foliões e cidadãos em geral.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação Polícia Civil










