Inquérito apura acesso a sistemas e capturas de informações estratégicas

A Polícia Civil de São Paulo investiga suspeitos de espionagem contra o app Keeta, que começou operações no Brasil recentemente.
Em 30 de outubro de 2025, a Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar ao menos oito pessoas suspeitas de espionagem contra o aplicativo de delivery Keeta, que começou a operar no Brasil na semana passada. Gravações internas de um restaurante mostram três mulheres que se apresentaram como funcionárias da empresa durante uma visita. Elas acessaram os sistemas do app e fotografaram informações da tela.
Suspeitos e ações
Os suspeitos utilizaram crachás corporativos falsos e estão sendo investigados por crimes de falsa identidade, com pena de três meses a um ano, e concorrência desleal. Oito restaurantes em Ponta da Praia, Santos, relataram visitas semelhantes e procuraram as autoridades após orientação da Keeta, demonstrando preocupação com a segurança de suas informações.
Informações estratégicas em risco
A Keeta informou que os suspeitos buscavam dados estratégicos, incluindo informações sobre pedidos, financeiras, e preferências dos consumidores. Eles questionaram o valor e prazo de remuneração dos entregadores, assim como os modelos de contrato com os restaurantes. A empresa, que anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões no Brasil, é um concorrente direto de plataformas como Rappi e iFood, que dominam o mercado de delivery.
Resposta das autoridades e do setor
As autoridades estão analisando a situação e, por enquanto, os concorrentes não se pronunciaram sobre o caso. A Keeta nega envolvimento com a espionagem e afirma que está tomando medidas para proteger seus dados e operações. A investigação está em andamento e novas informações podem surgir nos próximos dias.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










