Polícia Federal realiza operação contra o PCC na Faria Lima

Ação visa desarticular esquemas de lavagem de dinheiro na área de combustíveis.

Polícia Federal realiza operação contra o PCC na Faria Lima
Avenida Faria Lima durante operação da Polícia Federal.

A Polícia Federal deflagrou uma operação voltada ao combate ao PCC na Faria Lima, São Paulo.

A Polícia Federal, com o suporte da Receita Federal, lançou a operação Quasar nesta quinta-feira, 28, com o intuito de desmantelar a atuação do crime organizado, especificamente a facção criminosa PCC, na cadeia produtiva de combustíveis. A operação se concentra na Avenida Faria Lima, um dos mais importantes centros comerciais do Brasil, localizado em São Paulo.

Objetivos da operação Quasar

O foco da operação é desarticular esquemas de lavagem de dinheiro que envolvem organizações criminosas. Embora a operação da PF tenha um objetivo semelhante ao de outra ação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na mesma data, as duas operações não estão relacionadas.

A investigação revela uma gestão fraudulenta de instituições financeiras, onde um esquema complexo foi identificado, utilizando fundos de investimento para disfarçar ativos de origem ilícita, com evidências de conexão com facções criminosas.

Estrutura da rede criminosa

A estrutura criminosa operava através de diversas camadas societárias e financeiras, onde fundos de investimento possuíam participações em outros fundos ou empresas. Essa complexidade dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários, tendo como objetivo principal a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.

Entre as táticas utilizadas, destacam-se as transações simuladas de compra e venda de ativos, como imóveis e títulos, entre empresas do mesmo grupo, sem uma razão econômica legítima.

Mandados e medidas judiciais

Os agentes da PF estão cumprindo 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal autorizou o sequestro total de fundos de investimento que estavam sendo usados em movimentações ilegais, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a aproximadamente R$ 1,2 bilhão, em linha com autuações fiscais previamente estabelecidas. Foi também determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas que estão envolvidas nesse esquema.

Uma coletiva de imprensa foi convocada para hoje, onde os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad, juntamente com o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fornecerão mais detalhes sobre o caso.