Investigação sobre mortes liga empresa a bebidas adulteradas

Fábrica clandestina em São Bernardo do Campo foi fechada após investigações sobre mortes relacionadas ao metanol.
Na manhã de 10 de outubro de 2025, a Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, que produzia bebidas falsificadas utilizando etanol adulterado com metanol. A ação foi motivada pela investigação da morte do empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, que faleceu em 16 de setembro após consumir uma dessas bebidas. A segunda vítima confirmada é Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, que morreu em 2 de outubro, também após intoxicação por metanol.
O que aconteceu
As investigações revelaram que a fábrica utilizava etanol comprado em postos de combustíveis para a produção das bebidas adulteradas. Durante a vistoria no bar onde Ricardo Mira consumiu a bebida, foram encontradas nove garrafas, das quais oito apresentaram a presença de metanol em percentuais variando entre 14,6% e 45,1%. O dono do bar admitiu ter adquirido as garrafas de uma distribuidora não autorizada, que também utilizava etanol de postos na fabricação irregular.
A operação policial
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano, resultando na condução de oito suspeitos à delegacia. Itens como garrafas, bebidas e celulares foram apreendidos para perícia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações continuam para determinar a origem dos produtos e o envolvimento dos suspeitos.
Impacto das intoxicações
Os casos de intoxicação por metanol geraram preocupação na população de São Paulo, especialmente após as mortes de Ricardo Mira e Marcos Antônio. A SSP destacou a gravidade da situação e a necessidade de medidas para combater a produção e venda de bebidas falsificadas.
As investigações seguem em andamento para garantir a segurança da população e responsabilizar os envolvidos.










