Deputado Pedro Campos critica movimentações do PL

O líder do PSB na Câmara critica a movimentação do PL em defesa da anistia para Bolsonaro, evidenciando interesses políticos.
O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos (PE), afirmou que a movimentação do PL em defesa da anistia só ganha força quando há risco jurídico ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita neste domingo (14) ao jornal Folha de S. Paulo, evidenciando os interesses políticos por trás da anistia.
Críticas à defesa do PL
Campos destacou que a mobilização do PL não se repete em relação aos manifestantes presos pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Para ele, isso demonstra que a preocupação do PL está centrada no destino do ex-presidente. Ele declarou: “Quem impulsiona anistia para Bolsonaro são sempre aqueles que estão mais preocupados com ele do que com a anistia de 8 de janeiro”.
A reação de Bolsonaro e suas implicações
O deputado lembrou que, após os ataques, Bolsonaro se referiu aos envolvidos como “baderneiros” e “malucos”. Segundo Campos, a pauta da anistia foi incorporada pelo ex-presidente apenas quando os processos começaram a afetá-lo diretamente. “Aquelas pessoas sempre foram usadas por ele. Foram abandonadas por ele desde o dia que pegou um avião e foi para os Estados Unidos e continuam abandonadas por ele”, afirmou.
A disputa política em 2026
Além disso, o líder do PSB analisou a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que defende a anistia e fez críticas ao STF durante ato em 7 de setembro. Campos argumenta que essa movimentação busca aproximar o governador da base bolsonarista, embora ele já seja visto como candidato apoiado pelo centrão e pela elite econômica. “O fato é que Tarcísio virou o candidato do centrão e da elite econômica do país antes de virar o candidato de Bolsonaro”, avaliou.
Riscos da aproximação com o bolsonarismo
Campos advertiu que a tentativa de atrair o eleitorado mais radical pode gerar dificuldades para o governador, afastando segmentos do centro político e econômico que atualmente o apoiam. Ele ressaltou que a presença de figuras influentes do bolsonarismo, como o deputado Eduardo Bolsonaro, pode ampliar a resistência à consolidação de Tarcísio como herdeiro político do ex-presidente.










