Economia israelense supera crise militar e acelera recuperação impulsionada por exportações e consumo

Após queda provocada por conflito com Irã, PIB de Israel dispara 15,4% no segundo trimestre, destacando a resiliência econômica em meio à crise regional.
A economia de Israel deu um salto notável no segundo trimestre de 2026, registrando crescimento de 15,4% em termos anualizados e ajustados sazonalmente, segundo dados do Escritório Central de Estatísticas de Israel. Esse avanço expressivo reverte a contração de 2,2% registrada no primeiro trimestre, que refletiu o impacto da campanha militar contra o Irã.
Exportações e consumo impulsionam recuperação
O motor da recuperação foi a explosão das exportações de bens e serviços, que cresceram 35,2%, provando que a economia israelense mantém fôlego mesmo diante de tensões regionais. Além disso, o consumo do governo aumentou 19,5%, enquanto o consumo privado avançou 14,7%, sinalizando uma reação vigorosa tanto dos setores públicos quanto privados. A formação bruta de capital fixo, indicador de investimento, também subiu 6,3%.
Banco Central revisa projeções em meio à crise
Diante desses números, o Banco Central de Israel revisou para cima sua previsão de crescimento para 2026, agora estimada em 4%, com expectativa de acelerar para 5,5% em 2027. O estrategista-chefe do Mizrahi Tefahot Bank Ltd., Yonie Fanning, afirmou que a economia deve apresentar uma “recuperação rápida” após a retração causada pelos combates com o Irã.
Consumo e atividade econômica mostram vigor
As compras com cartão de crédito melhoraram em abril e maio, acompanhando o índice mensal de atividade econômica que indicou forte aceleração após o período crítico de março. Esses sinais reforçam que o consumo dos israelenses e a dinâmica das exportações deverão continuar impulsionando a economia, apesar do cenário de instabilidade regional.
Israel demonstra, assim, uma resiliência impressionante, convertendo uma crise geopolítica em um estímulo temporário para a recuperação econômica. Resta acompanhar se essa trajetória se mantém estável diante das incertezas da região e das pressões internacionais.









