Investigação da Operação Compliance Zero aponta envolvimento com jogo do bicho, milícia e policiais em esquema de coerção no Rio de Janeiro

PF identifica grupo de Daniel Vorcaro no Rio que usava milícia e operadores do jogo do bicho para ameaçar desafetos e coagir adversários.
Investigação revela grupo de Daniel Vorcaro no Rio para ameaças e intimidações
A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal em 15 de maio de 2026, revelou a existência de um grupo de Daniel Vorcaro no Rio de Janeiro dedicado a ameaças e constrangimentos contra adversários do Banco Master. O grupo, formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, atuava sob o comando local de Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como empresário do jogo. A keyphrase “grupo de Daniel Vorcaro no Rio” é essencial para entender a dimensão do esquema desvendado.
Estrutura criminosa “A Turma” e seu papel no esquema de coerção
O núcleo criminoso denominado “A Turma” integrava a organização de Vorcaro e exercia funções de intimidação e vigilância sobre adversários e pessoas que contrariavam interesses do banco. A PF identificou que o braço carioca do grupo, liderado por Manoel, funcionava como elo entre o comando central e a força local de coerção, utilizando métodos de ameaça física e constrangimento para manter o controle. Essa estrutura reforça o envolvimento de agentes locais, incluindo policiais, em ações ilegais para proteger interesses financeiros.
Episódios de ameaças e vigilância em Angra dos Reis e no Rio de Janeiro
Entre as ocorrências investigadas, destaca-se um episódio em junho de 2024 em Angra dos Reis, onde o grupo foi acionado para intimidar o comandante de uma embarcação pertencente a Vorcaro. Posteriormente, integrantes da organização foram a um hotel para ameaçar um ex-funcionário desafeto do banqueiro. Mensagens interceptadas pela PF indicam que Vorcaro orientava ações para “levantamento de tudo” e para “ir pra cima” dos alvos, demonstrando a coordenação direta do grupo para execução das ameaças.
Operação Compliance Zero: mandados e alvos estratégicos
Na sexta fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os presos estão Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, policiais federais ativos e aposentados, hackers e empresários ligados ao jogo do bicho. A investigação aponta para uma organização criminosa envolvida em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e invasão de dispositivos eletrônicos.
Impacto e desdobramentos da investigação para o sistema financeiro e segurança pública
A revelação do grupo de Daniel Vorcaro no Rio evidencia a complexa interseção entre atividades financeiras ilícitas, milícias e agentes públicos. A participação de operadores do jogo do bicho e policiais no esquema fragiliza a segurança pública e traz riscos para a estabilidade do sistema financeiro. A investigação da PF demonstra um esforço conjunto para desarticular essa rede de coerção e proteger a integridade das instituições.
Detalhes sobre o papel de Manoel Mendes Rodrigues e consequências da prisão
Manoel Mendes Rodrigues, apontado como empresário do jogo e elo principal do braço carioca, foi preso preventivamente. Segundo a decisão do ministro do STF André Mendonça, ele exercia papel de “intimidador qualificado”, sendo utilizado para causar medo e garantir a credibilidade das ameaças. O aprofundamento das investigações poderá revelar novas conexões e responsabilizações dentro da organização criminosa montada para proteger interesses do Banco Master.










