Documentos da PF apontam que Eduardo teria sugerido gestão financeira dos recursos nos EUA para a cinebiografia de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal investiga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por suposta orientação na gestão de recursos destinados ao filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal (PF) apura que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) orientou o uso de recursos financeiros destinados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação integra os autos do Caso Master, cujo sigilo foi retirado recentemente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR), o dinheiro enviado pelo empresário Daniel Vorcaro foi classificado como “aporte ilícito”. A PF encontrou mensagens em que Eduardo Bolsonaro sugere a utilização da estrutura offshore Havengate Development Fund LP para a gestão dos valores nos Estados Unidos.
As conversas também envolvem Flávio Bolsonaro (PL) e o publicitário Thiago Miranda, mostrando que Eduardo teria orientado a administração financeira dos aportes. Em março de 2025, Thiago informou a Daniel Vorcaro sobre reuniões planejadas com Flávio e Eduardo para tratar do filme. Uma captura de tela atribuída a Eduardo detalha as instruções sobre a gestão dos recursos.
Em maio, reportagens revelaram que Flávio Bolsonaro e Vorcaro discutiram pagamentos da ordem de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar “Dark Horse”, com valor total estimado podendo alcançar cerca de R$ 134 milhões.
A investigação segue em curso para apurar a legalidade dos recursos e as possíveis implicações legais relacionadas ao financiamento do longa-metragem.










