Uma operação conjunta da Polícia Federal (Delefaz/MS) e da Receita Federal desarticulou um esquema de comércio ilegal de mercadorias em Dourados, a 251 km de Campo Grande. A ação, realizada nesta quarta-feira (4), resultou na apreensão de um depósito clandestino utilizado para armazenar produtos contrabandeados do Paraguai e revendidos pela internet.
O depósito, localizado no Jardim Paulista, escondia um verdadeiro arsenal de produtos ilegais. Entre os itens apreendidos, destacam-se grandes quantidades de perfumes importados, celulares de última geração, produtos para cabelo e eletrônicos, incluindo robôs aspiradores e assistentes virtuais “Alexa”. Um vídeo divulgado pelas autoridades mostra a dimensão do material apreendido.
Sete pessoas foram presas em flagrante durante a operação, incluindo os três proprietários do esquema e quatro funcionários. Sergio Aguero de Barrios, Beatriz dos Santos Barrios e Douglas Lincoln Mongelo Correia foram identificados como os líderes da organização. Os detidos responderão por crimes de descaminho e associação criminosa, com penas que podem alcançar sete anos de prisão.
As investigações apontam que as mercadorias, provenientes da fronteira entre Pedro Juan Caballero (Paraguai) e Ponta Porã (MS), eram estocadas no depósito e comercializadas online. Após a venda, os produtos eram enviados aos compradores através dos Correios. No momento da abordagem, um furgão dos Correios estava no local para coleta, mas a Polícia Federal investiga se a agência franqueada tinha conhecimento do esquema.
A Polícia Federal e a Receita Federal estimam que as mercadorias apreendidas, juntamente com três veículos utilizados no transporte dos produtos, totalizam um valor de R$ 600 mil. As autoridades ressaltaram que todos os produtos eram de origem estrangeira e estavam armazenados sem a devida documentação fiscal, caracterizando uma tentativa de fraudar o controle aduaneiro e a tributação. “O objetivo é combater a entrada ilegal de produtos no país e garantir a concorrência leal no mercado”, declarou um dos agentes da Receita Federal envolvidos na operação.
Vale lembrar que descaminho se refere à entrada de produtos lícitos sem o pagamento de impostos, enquanto contrabando envolve a introdução de produtos proibidos no país. A Polícia Federal continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.










