As cotações do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (17), após um dia de oscilações influenciado por fatores geopolíticos e comerciais. A persistente incerteza em torno do conflito na Ucrânia e as expectativas em relação a um possível alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China foram os principais vetores desse movimento.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em dezembro registrou um aumento de 0,38%, atingindo a marca de US$ 60,34. Já no mercado americano, o WTI com vencimento em novembro subiu 0,14%, cotado a US$ 57,54. A possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo russo, em decorrência das sanções, continua a ser um fator de preocupação, conforme destaca Carsten Fritsch, do Commerzbank: “A possibilidade de uma interrupção do fornecimento de petróleo russo devido às sanções impede que os preços do petróleo caiam ainda mais”.
Ainda no cenário geopolítico, as declarações dos presidentes americano e ucraniano sobre a disposição da Rússia em encerrar o conflito apresentaram nuances. Donald Trump afirmou, após reunião com Volodimir Zelensky, que Vladimir Putin demonstra interesse em findar a guerra. Contudo, Zelensky expressou ceticismo, declarando que Putin “não está pronto” para a paz.
No âmbito comercial, o mercado acompanha atentamente as negociações entre as duas maiores economias do mundo. Trump confirmou um encontro com Xi Jinping na Coreia do Sul em breve, alimentando esperanças de um avanço nas negociações. Entretanto, ao ser questionado sobre a possível imposição de tarifas adicionais sobre produtos chineses, Trump sinalizou que essa medida não seria “viável” para a economia americana.
A persistência de relações tensas entre China e Estados Unidos, os maiores consumidores de petróleo, representa um risco para a demanda global por hidrocarbonetos, impactando diretamente o mercado. A Agence France-Presse contribuiu com informações para esta matéria.










