Produção de diesel atinge 769 mil barris por dia enquanto importações crescem 518% em relação ao trimestre anterior

Petrobras alcançou recorde de produção de diesel no terceiro trimestre de 2026, com 769 mil barris diários, e elevou importações do combustível em 518% no período.
A Petrobras registrou um recorde na produção de diesel no terceiro trimestre de 2026, ao atingir uma média diária de 769 mil barris entre julho e setembro, segundo dados divulgados pela companhia em 28 de outubro. Esse volume representa um avanço de 0,7% em relação ao segundo trimestre do ano. A estatal priorizou a produção de diesel em algumas refinarias motivada pelo cenário internacional, o que resultou em queda na produção de querosene de aviação (QAV).
Paralelamente, as importações brasileiras de diesel aumentaram 518% no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, chegando a 110 mil barris diários. Entretanto, em relação ao mesmo período de 2025, houve uma redução de 8,8% nas importações. A Petrobras atribui o crescimento trimestral das compras externas à maior demanda pelo combustível no mercado interno.
Em direção oposta, a produção de gasolina da companhia apresentou queda tanto na comparação trimestral como anual.
Além do diesel, a Petrobras registrou crescimento significativo na produção própria de petróleo e gás natural, que alcançou 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 11,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A produção total comercializada chegou a 3,097 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 11,9% na mesma base de comparação.
O avanço da produção foi impulsionado principalmente pelo pré-sal, que cresceu 15,9%, atingindo 2,454 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A companhia destacou que a entrada em operação de novas plataformas e de 12 poços produtores, localizados nas Bacias de Campos e Santos, e a redução das paradas programadas para manutenção contribuíram para esse desempenho.
Essa evolução na produção ocorre em um cenário de preços internacionais em alta e defasagem dos valores praticados pela Petrobras em relação ao mercado externo, situações que influenciam as decisões estratégicas da estatal na produção e importação dos combustíveis.
Fonte: metropoles.com










