Levantamento aponta 56% dos brasileiros sem confiança na Corte em meio a escândalos recentes

Pesquisa Quaest revela que 56% da população brasileira não confia no STF, maior índice desde dezembro de 2022, com impacto político em meio à crise provocada por mensagens envolvendo ministros e ex-banqueiro.
A pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro de 2026 aponta que 56% dos entrevistados declararam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), um aumento de dez pontos percentuais em relação a agosto e o maior índice registrado desde dezembro de 2022. O levantamento abrangeu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Queda na confiança em todos os grupos eleitorais
Entre eleitores independentes, a desconfiança chegou a 65%, ante 50% em agosto. No grupo de apoiadores do presidente Lula (PT), 30% indicaram não confiar no STF, enquanto a confiança alta caiu de 41% para 23%. Entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), 69% manifestaram desconfiança, uma leve redução em relação aos 73% do mês anterior.
Contexto da crise na Corte
A crise se intensificou após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que evidenciaram proximidade com o ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, o ministro André Mendonça liberou para julgamento no plenário o relatório da Polícia Federal contendo as conversas, fato que gerou divisão entre os ministros e questionamentos sobre procedimentos internos do STF.
Percepções sobre o impacto do escândalo
Quase metade dos entrevistados (46%) acredita que o caso afeta negativamente todos os Poderes, enquanto 17% apontam o STF como o principal afetado. Sobre o impacto eleitoral, 67% afirmaram que a crise não altera sua decisão de voto para 2026; 7% consideram mudar de candidato e 22% mantêm sua escolha reforçada pelo episódio.
Avaliação das posturas dos ministros
A pesquisa também perguntou quem estaria agindo corretamente na disputa entre Moraes e Mendonça: 37% apoiam Mendonça, 16% Moraes, 20% consideram que nenhum dos dois age corretamente e 25% não responderam.
Apoio a mudanças no STF
A maioria dos entrevistados (53%) apoia a adoção de mandatos fixos para ministros e a implementação de um código de ética na Corte.
Metodologia
O levantamento foi realizado pela Quaest entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026, com 2.004 entrevistas e margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e tem registro no TSE nº BR-03607/2026.
Fonte: gazetadopovo.com.br










