Levantamento mostra variações regionais e eleitorais na avaliação de honestidade dos políticos

Pesquisa Quaest aponta que 49% dos brasileiros não consideram Lula honesto; 42% têm mesma avaliação sobre Flávio Bolsonaro, com variações por região e perfil eleitoral.
A pesquisa Quaest divulgada em 16 de setembro revelou que 49% dos brasileiros não consideram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva honesto, contra 28% que o avaliam como honesto. Outros 23% não souberam ou não responderam. No caso do senador Flávio Bolsonaro, 42% o consideram desonesto, 23% honesto e 35% não souberam opinar.
O levantamento entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE (BR-03607/2026).
Variação regional e por perfil eleitoral
No Nordeste, 45% enxergam Lula como honesto, índice que sobe para 69% entre seus eleitores. A percepção positiva é maior também entre pessoas com ensino fundamental, pretas e com renda até dois salários mínimos.
Já no Sudeste, 61% consideram Lula desonesto, percentual que alcança 85% entre eleitores de direita não ligados a Bolsonaro. A avaliação negativa é mais alta entre evangélicos, jovens de 16 a 34 anos e pessoas com ensino médio.
Para Flávio Bolsonaro, 60% dos bolsonaristas o consideram honesto. Evangélicos, pessoas com ensino superior e moradores do Sudeste também apresentam avaliações mais positivas.
Entretanto, no Nordeste, 55% não o consideram honesto, e entre eleitores de esquerda não lulista esse índice sobe para 73%. Avaliação negativa também é maior entre pretos, católicos e pessoas com renda até dois salários mínimos.
Outros candidatos e percepção pública
A pesquisa também avaliou outros nomes presidenciáveis:
- Augusto Cury: 17% honesto, 6% desonesto, 77% desconhecem
- Ronaldo Caiado: 14% honesto, 9% desonesto, 77% desconhecem
- Romeu Zema: 13% honesto, 10% desonesto, 77% desconhecem
- Renan Santos: 6% honesto, 8% desonesto, 86% desconhecem
Esses dados refletem o nível de conhecimento e percepção pública sobre os candidatos no cenário eleitoral atual no Brasil.










