51% dos brasileiros culpam o senador pelo aumento de tarifas americanas, enquanto a confiança em sua negociação é baixa

Pesquisa Genial/Quaest revela que 51% dos brasileiros responsabilizam Flávio Bolsonaro pela nova tarifa de 25% imposta pelos EUA ao Brasil, enquanto só 34% acreditam em sua capacidade de reverter a medida.
Flávio Bolsonaro é apontado como pivô do tarifaço dos EUA
Uma nova pesquisa Genial/Quaest revelou que 51% dos brasileiros responsabilizam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela imposição da nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O dado reforça o desgaste do parlamentar, que afirmou ter tentado convencer Donald Trump a evitar a medida, mas não convenceu a maioria da população.
Desconfiança na capacidade de negociação do senador
Apesar da autodefesa de Flávio, apenas 34% dos entrevistados acreditam que ele tem força para reverter a decisão americana. A ampla maioria, 58%, vê pouca ou nenhuma chance de sucesso em sua influência junto ao governo dos EUA, sinalizando falha política e perda de crédito internacional.
Impacto político e econômico ampliam a rejeição
A pesquisa indica também aumento da preocupação popular com os efeitos do tarifaço, agora em 63% contra 55% no mês anterior, refletindo apreensão real sobre o impacto na vida dos brasileiros. Politicamente, isso reforça o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, que viu sua intenção de voto crescer em 3 pontos percentuais (42%), enquanto Flávio Bolsonaro sofreu queda de 3 pontos (27%).
Contexto e detalhes da pesquisa
Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho, dias antes da confirmação das tarifas americanas. O estudo revela um quadro claro de desgaste do senador, que enfrenta dificuldades para convencer o eleitorado e negociar no cenário internacional, ao mesmo tempo em que a população sente os reflexos econômicos da tensão comercial.
A situação coloca Flávio Bolsonaro em posição delicada, mostrando que o tarifaço não só agrava o ambiente econômico, mas também mina sua credibilidade política diante do eleitorado e no tabuleiro das relações exteriores.









