A gestora Latache busca uma nova composição para o conselho da empresa após aumento de capital

Latache Capital pede mudança no conselho da Oncoclínicas após diluição acionária significativa.
Pedido de destituição do conselho da Oncoclínicas e suas implicações
A gestora Latache Capital, que possui 14,6% das ações da Oncoclínicas, apresentou nesta quarta-feira (26) um pedido para convocar uma assembleia geral extraordinária (AGE). O objetivo é discutir a destituição de todos os membros do conselho de administração da empresa, visando uma nova composição que reflita a atual estrutura acionária, especialmente após um recente aumento de capital.
Aumento de capital e diluição acionária
Recentemente, a Oncoclínicas realizou um aumento de capital de R$ 1,4 bilhão. Este movimento teve um impacto significativo nas participações acionárias de diversos investidores. Acionistas que não conseguiram aumentar suas participações durante a nova rodada de investimentos enfrentaram uma diluição expressiva. Por exemplo, os fundos da Centaurus e do Goldman Sachs, que juntos detinham 36,27% da empresa, viram sua participação reduzida para pouco mais de 20%. O Banco Master, que tinha 14,96%, agora possui cerca de 8%, e Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas, viu sua participação cair de 8,58% para 5%.
A nova composição do conselho
Com a reestruturação acionária, Latache Capital busca que a nova composição do conselho seja proporcional às participações acionárias atuais. Fontes próximas à gestora afirmam que Bruno Ferrari deve permanecer à frente do conselho, assumindo a presidência após sua saída de funções executivas. A expectativa é que um novo diretor-presidente seja anunciado em breve para assumir responsabilidades operacionais.
Reação da Oncoclínicas
Consultada sobre as movimentações no conselho, a Oncoclínicas optou por não comentar rumores de mercado. Essa postura é comum em situações de reestruturação corporativa, onde a comunicação formal é frequentemente restrita até que decisões definitivas sejam tomadas.
Questões financeiras envolvendo o Banco Master
Além da reestruturação no conselho, a Oncoclínicas também está lidando com questões financeiras relacionadas ao Banco Master, cuja liquidação foi autorizada pelo Banco Central na semana passada. A empresa contratou um escritório de advocacia para garantir sua opção de reter ações do banco, que foram adquiridas no contexto de um investimento de cerca de R$ 433 milhões em CDBs. Com a recente desvalorização do banco, a Oncoclínicas já havia provisionado R$ 217 milhões para possíveis perdas, o que indica uma exposição de aproximadamente R$ 216 milhões atualmente.
Considerações finais
As mudanças no conselho da Oncoclínicas e a diluição das participações acionárias revelam um momento crítico para a empresa, que busca se reestruturar em um cenário desafiador. A reação dos investidores e as decisões tomadas na AGE poderão moldar o futuro da companhia, especialmente em um setor tão estratégico como o tratamento de câncer.
Esses eventos destacam a importância da governança corporativa e a necessidade de um conselho que represente adequadamente os interesses de todos os acionistas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










