Promotores afirmam que cúpula do PCC ordenou assassinato de ex-delegado Ruy Ferraz

Oito pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime que chocou Praia Grande

Promotores afirmam que cúpula do PCC ordenou assassinato de ex-delegado Ruy Ferraz
Ex-delegado Ruy Ferraz foi assassinado em Praia Grande. Foto: Reprodução/Prefeitura Praia Grande

Promotores denunciam oito pessoas envolvidas no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz, supostamente a mando do PCC.

Assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz: detalhes da investigação

Promotores do Ministério Público de São Paulo apresentaram, na última sexta-feira (21), uma denúncia contra oito pessoas envolvidas no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, que foi brutalmente assassinado em Praia Grande, no litoral paulista. O caso, que ocorreu há pouco mais de dois meses, levantou suspeitas sobre a atuação da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) na execução do crime.

Planejamento do crime e ordens da cúpula do PCC

Segundo o documento elaborado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o planejamento para o assassinato de Ruy Ferraz começou pelo menos em março deste ano. A denúncia alega que a ordem para a execução partiu de membros da alta cúpula do PCC, como resposta às ações firmes de Ferraz contra a facção, que começou em 2019. A denúncia destaca que a “sintonia geral” da organização criminosa determinou a morte do ex-delegado. Os acusados enfrentam sérias acusações, incluindo homicídio qualificado e porte ilegal de armas.

A emboscada e os detalhes do ataque

O ataque foi realizado com tiros de fuzil, conforme a investigação. Sete dos denunciados são acusados de terem participado diretamente da emboscada que resultou na morte de Ferraz. Além disso, os disparos atingiram duas outras pessoas que estavam próximas ao local do crime, o que agravou ainda mais as acusações contra os suspeitos. A oitava denunciada, Dahesly Oliveira Pires, está sendo acusada de favorecimento por ter transportado uma arma para um dos autores do crime.

Provas apresentadas na denúncia

Entre as provas que sustentam a denúncia, destaca-se uma mensagem de WhatsApp que indica a liderança de Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido por vários codinomes. Ele supostamente teria coordenado a operação e recrutado outros membros para a execução do crime. O diálogo entre ele e outro envolvido, Umberto Alberto Gomes, revelou discussões sobre as investigações em curso e estratégias para ocultar provas que os comprometem. A existência de um veículo Renault Logan que poderia conter impressões digitais dos criminosos também foi mencionada como um ponto crucial na investigação.

Situação dos denunciados e próximos passos

Atualmente, a maioria dos denunciados se encontra em prisão preventiva. Apenas dois, conhecidos como Gão e Beicinho, estão foragidos. A investigação ainda está em andamento, e novas evidências podem surgir, especialmente a partir da reabertura do inquérito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Quatro outros suspeitos que foram inicialmente detidos não foram incluídos na denúncia final, devido à falta de provas conclusivas.

O assassinato de Ruy Ferraz não apenas chocou a comunidade de Praia Grande, mas também levantou questões sobre a segurança e a influência do PCC na região. As autoridades continuam a trabalhar para esclarecer todos os aspectos desse crime brutal e levar os responsáveis à justiça.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reprodução/Prefeitura Praia Grande