Investigação sobre ações e fundos de investimento indica possível gestão fraudulenta no Banco de Brasília

Operação envolvendo fundos e ações do BRB com participação oculta de Daniel Vorcaro instiga investigação sobre antigos gestores do banco.
Participação oculta de Vorcaro no BRB motivando investigação sobre ex-gestores
A participação oculta de Vorcaro no BRB emergiu como foco da investigação que envolve antigos gestores do Banco de Brasília. Em especial, o ex-presidente Paulo Henrique Costa está sob suspeita, diante da operação que envolveu o Banco Master e o aumento de capital do BRB em 2024. A apuração busca entender se a oferta de ações, que captou cerca de R$ 1 bilhão, foi usada para ampliar a capacidade do banco de Brasília em realizar negócios com o Master.
Estrutura complexa de fundos de investimento e acionistas ligados ao Banco Master
Daniel Vorcaro, que é proprietário do Banco Master, junto a Maurício Quadrado e João Carlos Mansur, utilizou fundos de investimento para adquirir ações do BRB de forma oculta. Esses fundos, incluindo Borneo, Deneb, Verbier e Delta, participaram da subscrição privada das ações. A movimentação financeira complexa levantou suspeitas, pois possibilitaria que Vorcaro influenciasse o banco do Distrito Federal sob um véu de anonimato, especialmente após a tentativa frustrada de aquisição do Master pelo BRB, rejeitada pelo Banco Central em setembro de 2025.
Auditoria e inquérito da Polícia Federal analisam possíveis crimes de gestão fraudulenta
A investigação conduzida pela Polícia Federal e pela auditoria do escritório Machado Meyer Advogados, com apoio da Kroll, avalia se houve crime de gestão fraudulenta e temerária. A auditoria encontrou “achados relevantes” na análise preliminar, especialmente sobre a sobreposição dos fundos que adquiriram ações do BRB e os envolvidos na fraude das carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões. A investigação também questiona se a antiga gestão do BRB tinha conhecimento dos beneficiários finais por trás desses fundos e se houve facilitação na entrada desses investidores.
Impactos para a gestão do BRB e repercussões jurídicas
O ex-presidente Paulo Henrique Costa contesta as acusações, alegando não ter conhecimento da estrutura dos beneficiários finais até a homologação do processo pelo Banco Central, em abril de 2025. Entre o aumento de capital e a homologação, ocorreram mudanças significativas nas cotas dos fundos, o que dificulta esclarecer responsabilidades. A presença de João Carlos Mansur, que detém cerca de 4,5% do capital do BRB, também acrescenta complexidade, sobretudo após sua saída da presidência da Reag para conter crises de credibilidade relacionadas à operação Carbono Oculto, ligada a investigações de lavagem de dinheiro.
Desdobramentos e próximos passos da auditoria no BRB
A auditoria, iniciada em dezembro, foca atualmente no processo de compra e substituição das carteiras adquiridas junto ao conglomerado de Vorcaro e planeja concluir o trabalho até abril. O BRB atualizou recentemente seu formulário de referência junto à Comissão de Valores Mobiliários, revelando detalhes sobre os principais acionistas. Enquanto isso, os envolvidos na operação afirmam que as aquisições seguiram os trâmites legais e que colaboram com as autoridades para esclarecimento dos fatos. A investigação segue em andamento, destacando desafios na transparência e governança do banco.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: m mostra um logotipo da BRB em uma placa azul. O logotipo é composto pelas letras 'BRB' em branco, com um símbolo de seta ou avião estilizado ao lado. O fundo é










