Edição 2025 de uma das atividades mais importantes do legislativo paranaense ocorre em julho
Durante uma semana em julho, o plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) troca os deputados titulares por universitários de todo o Estado. É o Parlamento Universitário, programa que transforma a rotina do Legislativo estadual em uma grande experiência de formação política para jovens estudantes — e que está com inscrições abertas até o dia 2 de junho para a edição de 2025.

Criado pela Escola do Legislativo da ALEP, o projeto já chegou à 5ª edição e se consolidou como uma das principais iniciativas de educação política no Paraná. A proposta é simples, mas poderosa: dar a estudantes de graduação a chance de viver, na prática, o funcionamento do Parlamento. Os universitários assumem o papel de deputados estaduais, com direito a posse simbólica, formação de bancadas, comissões temáticas, eleição da Mesa Diretora e até sessões em plenário para debater e votar projetos de lei fictícios.
Segundo a coordenação da Escola do Legislativo, a ideia é proporcionar uma imersão realista no processo legislativo, mas também provocar reflexões sobre política pública, representatividade e ética. Ao longo de dois turnos de atividades presenciais, previstos para acontecer entre 17 e 25 de julho em 2025, os estudantes simulam articulações políticas, fazem discursos na tribuna e propõem medidas que, em muitos casos, refletem problemas e demandas concretas da sociedade.
Disputa, articulação e aprendizado
A seleção dos participantes é feita diretamente pelas universidades públicas e privadas que aderem ao programa. Cada instituição indica seus representantes, que são organizados em bancadas conforme áreas temáticas e alinhamentos ideológicos simulados. Os cursos mais representados costumam ser Direito, Administração Pública, Relações Internacionais, Jornalismo e Ciências Sociais, mas a diversidade é uma marca registrada da iniciativa.
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Não falta embate. Em edições anteriores, temas como legalização da cannabis medicinal, políticas de combate à fome e programas de incentivo à educação técnica pautaram os debates acalorados no plenário, com direito a votação nominal, pedidos de destaque e questões de ordem — tudo como em uma sessão legislativa de verdade.
Além da prática política, o programa também é uma escola de habilidades. Os participantes relatam avanços em oratória, capacidade de negociação, liderança, pensamento crítico e trabalho em equipe. Para alguns, a experiência serve como porta de entrada para o mundo institucional. Há ex-integrantes que hoje trabalham no serviço público, em assessorias parlamentares ou até se preparam para disputar eleições. Para saber mais sobre o Parlamento Universitário, clique aqui.
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