Paraná vira líder nacional em programa habitacional com 116 mil famílias atendidas

Investimento estadual em moradia digna reduz déficit habitacional e movimenta economia local

Criado em 2019, o programa Casa Fácil Paraná ganhou destaque nacional por acelerar a construção de moradias populares. Em 2021, virou política permanente do governo e, desde então, já atendeu cerca de 116 mil famílias em 366 municípios, com investimento total de R$ 1,4 bilhão.

Ratinho Junior e Guto Silva lideram programa de habitação (Foto: Felipe Henschel/ AEN)

O governador Ratinho Junior (PSD) destacou que o programa é prioridade e resultado disso são os números expressivos. “Temos o maior programa habitacional do Brasil, que além de levar dignidade a milhares de famílias gera milhares de empregos na construção civil e ajuda os nossos municípios a continuarem crescendo e se desenvolvendo economicamente”, afirma.

O principal diferencial é o subsídio de R$ 20 mil para ajudar famílias com até quatro salários mínimos a pagar a entrada do financiamento via Caixa Econômica Federal. Esse aporte resolve um dos maiores entraves do Minha Casa Minha Vida, que financia no máximo 80% do valor do imóvel.

A falta de reserva para a entrada é o maior impeditivo para famílias de baixa renda conquistarem a casa própria. Por isso, o governo do Paraná, por meio da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), concede esse valor para viabilizar o sonho da moradia.

Nos últimos seis anos e meio, quase 88 mil famílias receberam esse subsídio, com aporte estadual superior a R$ 1 bilhão. O efeito econômico, no entanto, é muito maior, pois as obras geram investimentos públicos e privados que ultrapassam R$ 20 bilhões.

Essa movimentação também cria milhares de empregos diretos e indiretos, envolvendo profissionais da construção civil como engenheiros, pedreiros, eletricistas e pintores, além de toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores e comércio local.

Além do subsídio, 8,3 mil famílias tiveram seus imóveis regularizados gratuitamente e outras 10 mil receberam títulos de propriedade pela Cohapar, reduzindo custos que seriam cobrados em cartórios.

No total, o programa soma quase 5.846 casas construídas em parceria com órgãos federais, 1.387 financiadas pela Cohapar, 1.574 destinadas à realocação de famílias em situação precária e 760 unidades em condomínios para idosos.

O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, responsável pela Cohapar, afirma que o Paraná vive um momento sem precedentes no setor. “Nunca tivemos nada parecido com isso no Paraná. Temos conseguido transformar a vida das pessoas com obras, entregas e projetos que olham especialmente para as pessoas mais vulneráveis ou que historicamente encontraram mais dificuldades para conseguir acessar financiamentos e créditos imobiliários”, destaca.

Entre as novidades, o programa Casa Fácil Terceira Idade destina R$ 80 mil para a entrada do financiamento de mil famílias idosas, facilitando a aquisição da casa própria em função das limitações de prazo para financiamento nessa faixa etária.

Em paralelo, seguem as obras de condomínios residenciais exclusivos para idosos, que oferecem aluguel social equivalente a 15% do salário mínimo. Já foram entregues cinco conjuntos, e outras 14 cidades estão em obras. A previsão é chegar a 32 municípios, com investimento total de R$ 244 milhões até o fim de 2026.

O Paraná também firmou financiamento de R$ 1 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para construir 6 mil moradias destinadas a famílias que vivem em áreas de risco, assentamentos irregulares ou favelas, sem custos aos beneficiários.

Além disso, o Estado reservou R$ 533 milhões para construir 4.105 casas em municípios com até 25 mil habitantes, em parceria com prefeituras, atendendo famílias vulneráveis de forma proporcional à população local.

Os agricultores familiares, que predominam na produção paranaense, também são contemplados: o Estado constrói 1.045 casas em 23 municípios, em parceria com o governo federal.

O programa ainda investe R$ 100 milhões na regularização fundiária de 50 mil imóveis e firmou convênio com a Sanepar para instalar 3,4 mil módulos sanitários em residências sem banheiro ou com condições inadequadas.

A solução para destravar financiamentos habitacionais veio de um diálogo aberto com o setor produtivo, principalmente com o Sinduscon-PR, que apontou os gargalos do mercado e ajudou a construir um modelo ágil, digital e transparente.

“Pelo menos 20 governos estaduais e municipais já enviaram equipes à sede da Cohapar para conhecer e replicar o modelo que nos idealizamos e estamos executando no Paraná”, revela o presidente da Cohapar, Jorge Lange.

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