Paraná atinge a menor emissão de gases de efeito estufa em 15 anos


Redução significativa coloca o estado em destaque nas políticas de sustentabilidade

Paraná atinge a menor emissão de gases de efeito estufa em 15 anos
Vista de Curitiba, a capital do Paraná.

O Paraná registrou em 2024 a menor emissão de gases de efeito estufa em 15 anos, com uma redução de 10,03%.

Paraná registra a menor emissão de gases de efeito estufa em 15 anos

Em 2024, o Paraná atingiu um marco significativo ao registrar a menor emissão de gases de efeito estufa (GEE) desde 2009. Segundo a 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), coordenada pelo Observatório do Clima, o estado teve uma redução de 10,03%, totalizando 69,32 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (MtCO₂e).

Avanços nas políticas ambientais do Paraná

O resultado positivo coloca o Paraná entre os estados que mais efetivamente reduziram suas emissões no Brasil. A coordenadora de Ação Climática da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Walquíria Biscaia, destacou que essa redução é um avanço crucial na busca pela neutralidade climática. “As políticas estaduais estão gerando resultados concretos na redução de emissões e no aumento da captura de carbono pela vegetação”, afirmou.

Iniciativas para a sustentabilidade

Entre as iniciativas que contribuíram para essa diminuição das emissões, destaca-se o Selo Clima Paraná, um registro público de emissões de GEE que tem atraído cada vez mais empresas e organizações públicas. Além disso, o Plano de Ação Climática do Paraná (PAC-PR 2024–2050) e o Plano de Descarbonização da Economia Paranaense (Pedep) têm sido fundamentais na transição para práticas sustentáveis.

Walquíria enfatizou que o planejamento inclui ações como o Mapeamento de Vulnerabilidades Climáticas, realizado em parceria com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), e o Programa Previna, que visa combater incêndios e proteger áreas naturais.

Compensação de emissões com a ONU

O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Sedest, firmou um acordo com o Secretariado da Diversidade Biológica da ONU para compensar as emissões resultantes das atividades do escritório do secretariado. Este acordo, válido até 2030, inclui métodos de restauração ambiental, como o plantio de árvores nativas e a regeneração natural. O IAT se comprometeu a emitir relatórios sobre as áreas em recuperação, assegurando a transparência do processo.

Redução do desmatamento na Mata Atlântica

Outro aspecto importante é a intensificação da fiscalização ambiental. De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento (RAD) no Brasil, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. A manutenção das florestas é essencial para aumentar a captura de carbono, beneficiando o meio ambiente e contribuindo para as metas climáticas do estado.

Monitoramento contínuo das emissões

O IAT realiza medições periódicas das emissões atmosféricas em chaminés de indústrias licenciadas, seguindo parâmetros estabelecidos pela Resolução Sedest nº 02/2025. O monitoramento da qualidade do ar é feito através de estações que seguem critérios da Resolução Conama nº 506/2024, permitindo um acompanhamento constante da poluição atmosférica e orientando políticas públicas para controle e prevenção.

O Paraná, portanto, se destaca como um estado que alia desenvolvimento econômico à proteção ambiental, refletindo um compromisso com a sustentabilidade e a biodiversidade.

Fonte: tnonline.uol.com.br


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