Presidente da SBD-PR denuncia atraso no diagnóstico e riscos do autotramento em redes sociais

Paraná registra a segunda maior incidência de câncer de pele no Brasil, com mais de 9 mil casos anuais. Presidente da SBD-PR alerta para diagnóstico tardio e crescimento de tratamentos perigosos indicados por não especialistas nas redes sociais.
Paraná entre os estados mais afetados pelo câncer de pele
O Paraná amarga a segunda maior incidência de câncer de pele no Brasil, atrás apenas de São Paulo, Estado com população muito maior. A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Paraná (SBD-PR), Lauren Morais, expôs a gravidade da situação durante o programa Conversa Saudável, da TV Assembleia.
A combinação perigosa entre a predominância de pessoas de pele clara e a forte vocação agrícola do Paraná, que expõe trabalhadores diariamente à radiação solar, impulsiona os casos. São mais de 9 mil registros anuais apenas de câncer de pele não melanoma, que incluem os tipos carcinoma basocelular e espinocelular, menos agressivos que o melanoma, porém ainda danosos.
Diagnóstico tardio agrava quadro e exige tratamentos agressivos
Morais destaca que mais da metade dos brasileiros nunca consulta um dermatologista, o que leva a diagnósticos tardios. “Essa demora faz com que um procedimento simples vire cirurgia agressiva, atingindo tecidos e podendo causar amputações no nariz, orelhas e outras partes do corpo”, alerta a especialista.
Lesões que coçam, sangram ou não cicatrizam devem ser investigadas o quanto antes. No campo, o protetor solar deveria ser tratado como um Equipamento de Proteção Individual (EPI), tão essencial quanto botas e chapéus, para proteger trabalhadores expostos ao sol.
Rede social: terreno fértil para desinformação e riscos à saúde
Um dos pontos críticos abordados foi o crescimento explosivo da desinformação sobre cuidados dermatológicos nas redes sociais. Segundo Morais, 90% das publicações sobre dermatologia não são feitas por médicos, misturando vendas e soluções milagrosas sem base científica.
Essa avalanche de informações erradas tem levado pacientes a atrasarem diagnósticos e a praticarem tratamentos invasivos e perigosos sem supervisão, como aplicação indevida de substâncias capazes de causar embolias pulmonares, cicatrizes permanentes e infecções graves.
“Procedimentos estéticos precisam de segurança. Não dá para arriscar a saúde por modismo ou tratamento caseiro. A pele é um reflexo do corpo e deve ser tratada com respeito e conhecimento”, conclui a dermatologista.
Programa Conversa Saudável investe em informação correta
O programa da TV Assembleia dedicado à saúde reforça a importância das orientações médicas qualificadas e combate à desinformação. Com temas que vão desde prevenção ao câncer até envelhecimento ativo, a atração é exibida semanalmente, buscando educar e proteger a população contra riscos evitáveis e práticas perigosas que circulam na internet.
Fonte: assembleia.pr.leg.br








