Estado celebra crescimento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural que somam mais de 56 mil hectares de preservação ambiental

As reservas particulares do patrimônio natural no Paraná protegem 78 mil "Maracanãs" naturais, somando mais de 56 mil hectares de área verde preservada.
Confira a programação completa das Reservas Particulares do Patrimônio Natural no Paraná
Estado possui 339 RPPNs homologadas pelo Instituto Água e Terra (IAT) e parceiros
Área total protegida soma 56.040,81 hectares de vegetação nativa
Novas reservas cadastradas em 2025 totalizam 535 hectares
Destaque para RPPN Samuel Klabin, com 168 hectares em Imbaú, oferecendo trilhas, centro de visitantes e turismo sustentável
Expansão das reservas particulares fortalece conservação ambiental no Paraná
As reservas particulares do patrimônio natural no Paraná já abrangem 78 mil “Maracanãs” naturais, área equivalente a mais de 56 mil hectares de mata preservada entre araucárias, cedros-rosa, ipês-roxo, guaçatungas e perobas. Esse mosaico ambiental é fruto da iniciativa voluntária de proprietários rurais e urbanos que optaram por destinar seus imóveis para a proteção da biodiversidade. Conforme destaca Natália Ribeiro Corrêa, chefe de Divisão de Incentivos para a Conservação do IAT, as RPPNs são fundamentais para a política estadual de conservação, integrando o sistema de Unidades de Conservação e promovendo o desenvolvimento sustentável.
Incentivos econômicos e benefícios para municípios e proprietários rurais
Os municípios que abrigam as RPPNs recebem recursos por meio do ICMS Ecológico por Biodiversidade, programa que repassou R$ 329 milhões em 2025 para incentivar a preservação ambiental. Além disso, o governo estadual desenvolve programas como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que oferece apoio financeiro aos proprietários que mantêm áreas protegidas. A isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) também está prevista para terrenos com RPPNs. Em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Paraná lançou créditos de biodiversidade para negociar até R$ 2 milhões, promovendo o reconhecimento econômico dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelas reservas.
Estruturação e fiscalização das reservas particulares garantem efetividade da preservação
Para que uma área seja reconhecida como RPPN, é necessário que o local possua características naturais relevantes para proteção, recuperação ou restauração, além de valores culturais e científicos. A inscrição depende de documentação válida, incluindo regularização no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e elaboração de Planos de Manejo. Técnicos do IAT realizam vistorias presenciais para validar as reservas e fazem avaliações anuais para acompanhar indicadores qualitativos, fundamentais para o repasse do ICMS Ecológico. Essa gestão rigorosa assegura a continuidade dos benefícios ambientais e socioeconômicos associados às RPPNs.
Educação ambiental, turismo sustentável e pesquisa científica como pilares das RPPNs
Além da conservação da biodiversidade, as RPPNs promovem atividades compatíveis como educação ambiental, turismo sustentável, pesquisa científica e recreação. A RPPN Samuel Klabin, por exemplo, conta com infraestrutura que inclui trilhas e centro de visitantes, reforçando o compromisso com a conscientização e o uso responsável dos recursos naturais. A legislação possibilita o desenvolvimento dessas ações desde que previstas nos planos de manejo, ampliando o impacto positivo das reservas na região e estimulando a participação da comunidade na proteção ambiental.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: SEDEST










