Fenômeno único ocorre no Aterro do Flamengo e no Jardim Botânico, marcando um espetáculo botânico impressionante.

Palmeiras talipot florescem no Rio, fenômeno que ocorre apenas uma vez na vida da planta.
Florescimento das Palmeiras Talipot no Rio de Janeiro
As palmeiras talipot (Corypha umbraculifera), plantadas no Rio de Janeiro por Roberto Burle Marx há 60 anos, estão florescendo pela primeira vez neste fim de novembro. O fenômeno ocorre simultaneamente no Aterro do Flamengo e no Jardim Botânico, transformando esses locais em cenários de rara beleza botânica. Este evento é um espetáculo, já que a floração da talipot é um fenômeno que acontece uma única vez na vida da planta, normalmente entre 50 e 70 anos de idade.
Características da Floração
As talipots são conhecidas por serem árvores majestosas, atingindo até 30 metros de altura. A florada é impressionante, com cada palmeira produzindo a maior inflorescência vegetal do mundo. As palmeiras talipot podem gerar até cinco grandes pendões, cada um com cerca de 3,5 metros de comprimento, resultando em um total estimado de 25 milhões de flores em um único ciclo. “Elas estão em sintonia. Começamos a notar o crescimento da inflorescência entre o final de outubro e o início de novembro, e as flores abriram agora, na última semana”, explica Marcus Nadruz, coordenador de coleção viva e pesquisador do Jardim Botânico.
O Ciclo de Vida e a Senescência
Após a floração, a planta inicia um processo irreversível de senescência. “Ela gasta toda a energia acumulada ao longo da vida na produção das flores e frutos. A partir desse momento, começa a amarelar, perde folhas e eventualmente morre”, afirma Nadruz. Esse ciclo de vida é um aspecto fascinante da talipot, que, mesmo após sua morte, garante a continuidade da espécie. Cada planta pode produzir entre 15 e 20 milhões de frutos, que têm o potencial de gerar novas palmeiras.
Cuidados e Preservação
Devido à proximidade das palmeiras com áreas de circulação intensa, como o entorno do lago das vitórias-régias no Jardim Botânico, técnicos acompanham diariamente a evolução das plantas e realizarão cortes controlados nos troncos quando necessário. “Não vamos deixar a planta tombar. O corte é feito de cima para baixo”, explica Nadruz. Esse cuidado visa preservar a segurança dos visitantes enquanto se desfruta do espetáculo natural.
Expectativas Futuras
O Jardim Botânico planeja produzir mudas a partir dos frutos das palmeiras talipot e disponibilizá-las para plantios em praças e espaços públicos da cidade. Essa ação tem como objetivo aumentar o interesse pela espécie, que ainda é pouco comum na área urbana do Rio de Janeiro. Além do Aterro e do Jardim Botânico, há registros de talipots apenas no sítio Burle Marx. Apesar de seu tamanho imponente, as palmeiras talipot não oferecem riscos estruturais, pois suas raízes são superficiais e não danificam calçadas ou tubulações. A floração das talipot é, portanto, um momento não apenas de beleza, mas também uma oportunidade para refletir sobre a importância da conservação e do plantio de novas árvores na cidade.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Eduardo Anizelli / Folhapress










