Milhares de manifestantes saíram às ruas em cidades dos Estados Unidos e em outros países no sábado, em atos denominados “No Kings” (Sem Reis). Os protestos visam expressar a insatisfação popular com as políticas do governo Donald Trump em áreas como imigração, educação e segurança, que os organizadores alegam estarem levando o país a um regime autocrático.
As manifestações ganharam força em diversas regiões dos EUA, tanto em áreas urbanas quanto suburbanas. O movimento teve início fora do país, com centenas de pessoas protestando em frente à embaixada dos Estados Unidos em Londres. Grupos também se mobilizaram em Madri e Barcelona, demonstrando o alcance global do descontentamento.
No norte da Virgínia, manifestantes marcharam em direção a Washington, DC, concentrando-se nas proximidades do Cemitério Nacional de Arlington, perto do Lincoln Memorial. O local se tornou um ponto focal de discórdia, já que Trump considera a construção de um arco nas imediações, gerando controvérsia e alimentando o debate público.
Desde que assumiu o cargo há dez meses, o governo Trump tem intensificado a fiscalização da imigração, promovido cortes na força de trabalho federal e reduzido o financiamento de universidades de elite devido a questões relacionadas a protestos pró-Palestina, diversidade no campus e políticas voltadas à população transgênero. A medida gerou críticas e acusações de cerceamento à liberdade de expressão e discriminação.
Tropas da Guarda Nacional foram enviadas para algumas grandes cidades sob o argumento de proteger agentes de imigração e combater o crime, o que gerou debates sobre o uso de forças militares em questões internas. Leah Greenberg, cofundadora da organização progressista Indivisible, que lidera as marchas, declarou: “Não há nada mais americano do que dizer ‘não temos reis’ e exercer nosso direito de protestar pacificamente.”
Em uma breve declaração à Fox Business, transmitida na sexta-feira, Trump comentou sobre o movimento: “Estão se referindo a mim como um rei — eu não sou um rei.” Mais de 300 grupos de base participaram da organização dos protestos, de acordo com Greenberg.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) informou que ofereceu treinamento jurídico a dezenas de milhares de pessoas que atuaram como fiscais nas marchas, orientando-os sobre medidas de distensão. A mobilização também foi amplamente impulsionada por anúncios e convocações nas redes sociais.
Fonte: http://agorarn.com.br










