Uma vasta operação policial, batizada de “Yamata”, foi deflagrada nesta sexta-feira (8) pela Polícia Civil do Amapá, com o objetivo de desarticular lideranças de uma facção criminosa responsável por uma série de homicídios na capital. A ação, coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mobilizou forças de segurança em diversos estados.
A operação contou com o apoio crucial da Coordenadoria de Inteligência e Operação (Ciop) da SEJUSP, além das polícias penais do Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo, e da Polícia Civil do Paraná. A colaboração interestadual demonstra a complexidade e o alcance da investigação.
No total, foram cumpridos três mandados de prisão dentro do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) do Amapá, dois no sistema prisional do Rio de Janeiro e um em São Paulo. Adicionalmente, um indivíduo que se encontrava em liberdade provisória foi detido no Paraná, ampliando o raio de atuação da operação.
As investigações, que se iniciaram em fevereiro do ano anterior, revelaram a ligação dos suspeitos com 19 casos de homicídios, entre consumados e tentados, ocorridos entre agosto e outubro de 2023 nos bairros Pacoval, Perpétuo Socorro e Cidade Nova, em Macapá. Segundo a polícia, os crimes foram motivados por disputas internas da facção.
De acordo com o delegado Leonardo Leite, titular da DHPP, os presos exerciam papel de liderança na organização criminosa, sendo responsáveis por ordenar a execução dos homicídios. “Eles davam as ordens para que os crimes fossem cometidos”, afirmou o delegado, ressaltando a importância da operação para reduzir a violência na região. O nome “Yamata” faz alusão à serpente de oito cabeças da mitologia japonesa, em referência ao número de alvos da operação.





