Uma grande operação policial, denominada “Asfixia”, foi deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) com o objetivo de desmantelar um esquema de tráfico de drogas que opera na Região Serrana do estado. A ação se concentrou no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, onde, segundo as investigações, estariam escondidos líderes da facção criminosa Comando Vermelho.
O resultado imediato da operação foi um intenso tiroteio na Maré, com moradores relatando o som de disparos desde as primeiras horas da manhã. Até o momento, 12 pessoas foram presas, incluindo um policial militar da ativa e um assessor especial da Prefeitura de Petrópolis, demonstrando, segundo a polícia, a infiltração da facção em estruturas institucionais.
As equipes policiais estão cumprindo 18 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho, com foco principal em indivíduos atuantes em Petrópolis. A Justiça do Rio também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 700 mil em bens da facção, um duro golpe nas finanças da organização criminosa. Dois helicópteros da polícia sobrevoaram a região durante a operação.
De acordo com as investigações, o líder da quadrilha, seu braço direito e outros membros importantes do grupo estariam escondidos no Parque União, dentro do Complexo da Maré. A facção é responsável por coordenar a logística e o transporte de drogas do Rio para a Região Serrana, distribuindo os entorpecentes em áreas de Itaipava, cada qual sob a responsabilidade de gerentes locais.
A Polícia Civil informou que a facção exerce controle territorial nas comunidades, impondo regras violentas e instaurando um clima de medo e repressão. Um dos presos, o policial militar, é acusado de receber dinheiro para repassar informações sigilosas ao Comando Vermelho e facilitar a logística do tráfico. A Polícia Militar informou que instaurou um processo administrativo disciplinar para avaliar a permanência do agente na corporação.
A Prefeitura de Petrópolis ainda não se manifestou sobre a prisão de seu assessor. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que, devido à operação no Complexo da Maré, uma unidade de atenção primária suspendeu totalmente o funcionamento e outra suspendeu as atividades externas, como visitas domiciliares.
Fonte: http://odia.ig.com.br










