A trágica morte de Catarina Kasten na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis, causou profunda comoção na cidade. O crime brutal interrompeu não apenas a vida da jovem, mas também os planos que ela construía com seu companheiro, Roger Filipe Sales Gusmão, que compartilhou um relato emocionado sobre a vida a dois e os projetos futuros.
Roger, natural de Ipatinga (MG), descreveu Florianópolis como o lugar onde havia encontrado a paz e segurança que tanto buscava. O casal havia adquirido um terreno com o sonho de construir sua primeira casa, um projeto acalentado por ambos. “Florianópolis sempre me pareceu um espaço seguro e tranquilo”, lamentou Roger, referindo-se à rotina leve e à conexão com a natureza que o casal desfrutava.
Em meio à dor, Roger expressou o desejo de que a morte de Catarina sirva de alerta para a necessidade de medidas preventivas. Ele enfatizou a importância de investimentos em iluminação pública e sistemas de segurança para áreas de grande circulação. Surpreendentemente, Roger manifestou que não deseja nutrir sentimentos de vingança, focando seus esforços em transformar a tragédia em um catalisador para mudanças positivas.
Na fatídica manhã de sexta-feira, 21 de novembro, Catarina saiu de casa por volta das 6h para sua rotina de natação na Praia da Armação, um hábito que cultivava há anos. A ausência da jovem alertou Roger, que acionou a Polícia Militar por volta das 10h. A descoberta de seus pertences por banhistas na entrada da trilha intensificou as buscas, mobilizando equipes da PM, moradores e voluntários.
Testemunhas relataram ter visto Catarina assustada, mencionando estar sendo perseguida. Um garçom relatou que a viu caminhando pela praia e retornando visivelmente perturbada. Outras pessoas também afirmaram ter avistado um homem escondido próximo à trilha, levantando suspeitas sobre a dinâmica do crime.
O corpo de Catarina foi encontrado por turistas em uma área de mata fechada, com sinais de violência física e sexual, conforme informações apuradas no local. A Polícia Científica realizou perícia na trilha e segue trabalhando na investigação para elucidar o caso.
A mobilização da comunidade foi crucial para a localização do suspeito, Giovane Correa Mayer, de 20 anos, natural de Viamão (RS). Ele confessou ter usado drogas antes do crime e tentou despistar as autoridades trocando de roupa. Giovane permanece preso e à disposição da Justiça.
A morte de Catarina Kasten, estudante da UFSC e apaixonada pela vida ao ar livre, gerou uma onda de comoção em Florianópolis. As homenagens e manifestações de apoio à família e amigos demonstram o impacto da perda e a urgência de medidas para garantir a segurança na cidade.










