Na movimentada paisagem urbana de Campo Grande, um toque de natureza e convívio social floresce na calçada de Antonia Irene da Silva, de 57 anos. Um exuberante pergolado, adornado por flores vibrantes e construído pelas mãos do marido, transformou o espaço em um ponto de encontro acolhedor para vizinhos e transeuntes. O local se tornou um refúgio onde as conversas fluem livremente, o tereré é compartilhado e as crianças brincam despreocupadamente.
O pergolado surgiu após a perda de uma árvore querida pela família, que residia na rua há mais de duas décadas. “Nunca ficamos sem árvore”, relembra Antonia, mencionando que a anterior possuía até um balanço. A ideia de construir o pergolado foi uma forma de honrar a memória da árvore e criar um espaço de convivência para a família, especialmente para seus seis netos.
Apesar de ser um espaço familiar, Antonia faz questão de compartilhar o oásis com a comunidade. “Tem outras pessoas que podem sentar também. O pessoal senta e eu venho trazer água. É pra todo mundo que quiser”, afirma. A artesã, apaixonada por flores e plantas, sonha em ver a vegetação crescer exuberante, como antes, descendo pelas laterais do pergolado.
O espaço se tornou o ponto de encontro predileto de Antonia e sua comadre, Andrea Estrellato. “A gente senta aí pra ficar na rua até tarde, ver as crianças brincando. É nosso cantinho, ponto de conversa”, conta Andrea, ressaltando como o tempo parece voar quando estão ali, imersas em conversas e na companhia uma da outra.
Além do pergolado florido, o jardim de Antonia revela seu talento e paixão por plantas, com destaque para um hibisco em brotação. Nascida em Campo Grande (RN), ela trocou sua terra natal pelo Mato Grosso do Sul aos 12 anos, onde se casou, criou raízes e construiu este refúgio urbano que encanta a todos. “Amo aqui, não largo. Troquei uma Campo Grande por outra”, comenta, com um sorriso que ilumina seu oásis particular.










