Um almoço promovido pela Comissão Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) gerou controvérsia e levanta questionamentos sobre a isonomia dentro da instituição. O evento, que tinha como objetivo promover o diálogo entre advogados da área eleitoral, acabou sendo palco de críticas devido à ausência de profissionais importantes, como Fabiano Feitosa, advogado atuante no cenário eleitoral sergipano. A ausência gerou debates sobre critérios de seleção e a representatividade da OAB/SE.
O jornalista e advogado Fausto Leite, em um artigo reflexivo, utilizou uma metáfora incisiva para descrever a situação: “Se Tobias Barreto ressuscitasse em Sergipe, ele não escreveria um tratado jurídico. Escreveria uma ata de prisão. E o mandado de busca começaria assim: ‘Procura-se a democracia, vista pela última vez num almoço da Comissão Eleitoral da OAB.’” A crítica sugere que a democracia interna da OAB foi negligenciada em favor de um “banquete de exclusões”.
A ausência de Fabiano Feitosa, segundo o artigo, expõe uma contradição entre o discurso de isonomia da OAB e a prática seletiva observada no evento. A falta de convite, aviso ou justificativa para um advogado atuante na área eleitoral levanta dúvidas sobre os critérios utilizados pela Comissão Eleitoral. Rui Barbosa, citado no texto, daria sua gargalhada cética: “Falam de isonomia, mas praticam seleção natural jurídica.”
O presidente da OAB/SE, Daniel Alves, não estava presente no evento devido a compromissos oficiais no interior. No entanto, a ausência não diminui a repercussão negativa do almoço, que foi comparado a uma “missa política” onde a pluralidade foi deixada de lado. A crítica central reside na percepção de que a OAB, ao excluir vozes dissonantes, corre o risco de se tornar uma “guilda de iluminados” em vez de uma ordem representativa de todos os advogados.
Em sua análise, Fausto Leite conclui que o almoço da Comissão Eleitoral não foi um encontro democrático, mas sim um “ensaio de exclusão institucional com guardanapo de linho”. A OAB/SE enfrenta agora o desafio de reafirmar seu compromisso com a isonomia e a transparência, garantindo que todos os advogados, inclusive os “incômodos e críticos”, tenham espaço para participar dos debates e decisões da instituição.
Fonte: http://infonet.com.br










