O que os astrônomos descobriram sobre o 3I/Atlas

Terceiro objeto interestelar observado se revela um cometa enigmático

O que os astrônomos descobriram sobre o 3I/Atlas
Cometa 3I/Atlas, observado pela primeira vez em julho de 2025. Foto: Agência Espacial Europeia (ESA)/NYT

O cometa 3I/Atlas, terceiro objeto interestelar observado, não representa risco de colisão com a Terra.

Em 1º de julho de 2025, Chile, o telescópio da Nasa fez a primeira observação do 3I/Atlas, um cometa que se tornou o terceiro objeto interestelar registrado no Sistema Solar. Embora o cometa não represente risco de colisão com a Terra, sua origem exata ainda é um enigma para os especialistas.

Características do 3I/Atlas

O cometa é composto por uma mistura de elementos, como gelo e poeira, e está rodeado por uma nuvem de poeira, característica comum entre esses objetos. A confirmação de que o 3I/Atlas é um cometa surgiu devido à sua trajetória hiperbólica, que indica que ele não está preso ao Sol, sugerindo uma origem fora do Sistema Solar.

Origem e trajetória do cometa

Embora a origem exata do 3I/Atlas não seja clara, acredita-se que ele tenha sido expulso de um sistema planetário de outra galáxia. A trajetória do cometa deve levá-lo a se afastar do Sistema Solar após sua passagem próxima ao Sol, prevista para dezembro de 2025. Em julho, a distância do cometa à Terra era de cerca de 670 milhões de quilômetros, mas essa distância deve cair para até 270 milhões de quilômetros, sem riscos de impacto.

Importância dos objetos interestelares

O 3I/Atlas é o terceiro objeto interestelar observado, após o 1I/’Omuamua, em 2017, e o 2I/Borisov, em 2019. Esses objetos são cruciais para o entendimento da formação de sistemas planetários e materiais não usuais. As descobertas recentes são resultado de um aumento nas campanhas de mapeamento do céu e melhorias nas técnicas de análise de dados, permitindo que mais objetos dessa categoria sejam identificados e estudados.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br