A questão da imigração em Roraima, embora urgente no presente, ecoa desafios antigos enfrentados pelo Brasil. Longe de ser uma novidade, a migração interna e externa sempre impôs reflexões sobre acolhimento e integração, conforme aponta o autor Afonso Rodrigues.
Em sua obra “O Caçador de Marimbondos”, o autor relata um encontro marcante na São Paulo dos anos 50, com um nordestino em busca de oportunidades. A cena, carregada de dificuldades e esperança, ilustra as barreiras enfrentadas por aqueles que buscam uma vida melhor, um tema que ressoa com a realidade dos imigrantes contemporâneos.
“Passei certa quantia para ele pegar o ônibus, e nos separamos”, relata o autor, demonstrando um gesto de solidariedade que, no entanto, não elimina as complexidades da migração. O encontro posterior, anos depois, com o mesmo homem, agora desmemoriado do ato de ajuda, evidencia o ciclo de dificuldades enfrentado por muitos migrantes.
A complexidade da migração reside nos desafios enfrentados tanto por quem emigra quanto por quem imigra, bem como pela sociedade que os recebe. O acolhimento, embora fundamental, exige preparo e planejamento por parte do poder público, a fim de garantir uma integração harmoniosa e respeitosa.
“Receber imigrantes não é tão simples assim”, adverte o autor, que exorta a sociedade e o poder público a se prepararem para a convivência e a resolverem os problemas da imigração. Ao final, Afonso Rodrigues conclama a sociedade a se unir em prol de soluções para o descaso, transformando o Brasil em um país acolhedor e justo para todos.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










