Nos bastidores, o concurso nacional lançado pela Câmara Municipal para sua nova sede é interpretado como parte direta do redesenho estrutural que o governador Ratinho Junior vem conduzindo em Curitiba, com execução política do prefeito Eduardo Pimentel e adesão estratégica do presidente do Legislativo, Tico Kuzma.

O argumento técnico é consistente: o atual prédio, ocupado desde 1963, enfrenta limitações estruturais, não atende plenamente às normas modernas de acessibilidade, segurança e eficiência, e já exigiu sucessivas intervenções corretivas sem resolver sua obsolescência. O novo projeto, organizado sob as regras do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), prevê uma estrutura compatível com as exigências contemporâneas de funcionamento institucional, integração urbana e transparência pública.
Mas é o contexto político que dá dimensão real ao movimento. A nova sede está inserida no perímetro da revitalização do centro, eixo que concentra investimentos diretos do governo estadual em infraestrutura e requalificação urbana. Ao se posicionar dentro desse novo mapa, a Câmara, sob o comando de Kuzma, se alinha formalmente ao ciclo de transformação impulsionado por Ratinho.
Mais do que modernizar um edifício, o Legislativo se insere no projeto político que redefine o centro e consolida um alinhamento claro entre Câmara, prefeitura e Palácio Iguaçu. Em Curitiba, concreto e poder voltam a caminhar lado a lado.





